OPINIÃO
29/01/2015 16:44 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Um projeto econômico para a classe média

O renascimento americano é real. Com economia em crescimento, déficits que encolhem e indústria e produção energética em expansão, saímos da recessão mais livres para escrever nosso próprio futuro do que qualquer outro país da Terra. Agora, temos de escolher que forma terá esse futuro. Vamos aceitar uma economia em que só alguns de nós se dão espetacularmente bem? Ou vamos nos comprometer com uma economia que gera renda crescente e mais chances para todos que se esforçam?

O renascimento americano é real. Com economia em crescimento, déficits que encolhem e indústria e produção energética em expansão, saímos da recessão mais livres para escrever nosso próprio futuro do que qualquer outro país da Terra.

Agora, temos de escolher que forma terá esse futuro. Vamos aceitar uma economia em que só alguns de nós se dão espetacularmente bem? Ou vamos nos comprometer com uma economia que gera renda crescente e mais chances para todos que se esforçam?

Em meu discurso sobre o Estado da União, na semana passada, me concentrei em garantir que a economia da classe média ajude mais americanos a prosperar na nova economia. Precisamos fazer mais como país para esticar os salários dos trabalhadores, dar aos americanos de todas as idades a chance de aprender novas habilidades, de modo que eles possam ter melhores salários, e construir a economia mais competitiva do mundo para nossas empresas.

Na segunda-feira, vou apresentar meu orçamento ao Congresso, um plano para trazer a economia da classe média para o século 21. Primeiro, estou propondo os tipos de investimento de que precisamos para crescer a economia e aumentar nossa segurança. Estabeleceríamos novos pólos avançados de manufatura, reconstruiríamos a infra-estrutura que se despedaça, combateríamos bactérias resistentes a antibióticos e introduziríamos uma nova era de medicina de precisão, que usa a ciência mais moderna para encontrar novos tratamentos para doenças como diabetes e câncer. Daríamos aos pais que trabalham a chance de prosperar, com licença médica remunerada e garantida, e aos americanos de todas as idades a chance de aprender novas habilidades, tornando as faculdades comunitárias gratuitas para os estudantes responsáveis. E deveríamos investir em forças armadas do século 21, capazes de confrontar desafios globais com uma liderança americana forte e sustentada. Essas propostas são pragmáticas; são o tipo de coisa que ambos os partidos deveriam ser capazes de apoiar.

Mas democratas e republicanos costumam discordar sobre como pagar esse tipo de ideia. Tenho orgulho de que, desde que assumi a presidência, vivemos o período de maior redução sustentada do déficit desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Meu orçamento vai continuar esse progresso, com reformas nos programas de saúde, em nosso sistema tributário e em nosso problemático sistema de imigração. Os orçamento acabaria com as brechas que permitem que os americanos mais ricos não paguem impostos sobre suas fortunas e usaria essa receita para cortar impostos das famílias de classe média. Se o Congresso aprovar meu orçamento, nosso país passaria na prova chave da sustentabilidade fiscal, com uma redução do déficit em relação ao PIB.

É que claro que, para fazer esses investimentos de bom senso no nosso futuro sem aumentar o déficit, precisamos virar a página das crises artificiais que vêm marcando os debates recentes sobre o orçamento. Nossa recuperação foi tolhida quando o Congresso paralisou o governo e colocou em risco a boa fé e o crédito dos Estados Unidos. Não podemos repetir essa experiência. E temos de levar adiante o acordo bipartidário sobre o orçamento que assinei em 2013. Ele nos ajudou a acabar com alguns cortes arbitrários e abrangentes, chamados de "sequestros". O acordo do ano passado ajudou a impulsionar nosso crescimento sem minar nossa responsabilidade fiscal. Pudemos investir em prioridades nacionais e, ao mesmo tempo, levar o déficit aos níveis mais baixos desde 2007.

Para manter o crescimento rápido de salários e renda, temos de dar o próximo passo. É por isso que meu orçamento vai reverter os sequestros para prioridades domésticas em 2016. Ele também vai aumentar os investimentos em defesa. Se o Congresso rejeitar meu plano e se recusar a acabar com esses cortes arbitrários, nossa economia e nossas forças armadas estarão ameaçadas. Investimentos em áreas chaves serão reduzidos aos menores níveis em dez anos, ajustados pela inflação, o que coloca sob risco as pesquisas, a educação, a infra-estrutura e a segurança nacional. Mas, se o Congresso se juntar a mim, podemos garantir que as despesas que virão como fim dos sequestros serão compensadas com o corte de gastos ineficientes e com o fim das brechas tributárias.

O orçamento que estou enviando ao Congresso é um projeto para o sucesso na nova economia. Sei que há republicanos que discordam da minha abordagem, e espero ouvir suas ideias sobre como vamos financiar o crescimento da classe média. O que não podemos fazer é simplesmente fingir que coisas como creches ou faculdades não são importantes, ou que não podemos fazer nada para ajudar as famílias de classe média a prosperar.

Porque ainda temos trabalho a fazer. Como país, atravessamos períodos difíceis. Mas deitamos uma nova fundação. Temos um novo futuro a escrever. E estou ansioso para começar a trabalhar.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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