OPINIÃO
02/09/2014 13:22 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Está na hora de agir contra a mudança climática

John Nielsen via Getty Images

A mudança climática é uma de minhas principais prioridades desde que assumi o cargo, em 2007. Eu disse então que se nos importamos com nosso legado para as futuras gerações esta é a hora para uma ação global decisiva. Fiquei satisfeito ao ver a mudança climática ganhar espaço na agenda política e na consciência das pessoas em todo o mundo. Mas continuo alarmado porque os governos e as empresas ainda não agiram no ritmo e na escala necessários.

O tempo está se esgotando. Quanto mais demorarmos, mais pagaremos. A mudança climática está se acelerando e as atividades humanas são a causa principal, como ficou documentado em uma série de estudos científicos realizados pelo Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática. As consequências já são amplas, dispendiosas e graves -- para a agricultura, os recursos hídricos, a saúde humana e os ecossistemas da terra e dos oceanos. A mudança climática apresenta riscos abrangentes para a estabilidade econômica e a segurança das nações.

Tenho viajado pelo mundo para ver pessoalmente os impactos, do Ártico à Antártica, das ilhas baixas do Pacífico ameaçadas pela elevação dos oceanos até a geleiras que encolhem na Groenlândia, nos Andes e nos Alpes. Vi os desertos que se expandem na Mongólia e no Sahel e as florestas tropicais ameaçadas no Brasil. Em toda parte conversei com as pessoas nas linhas de frente, que estão profundamente preocupadas com a ameaça da mudança climática para seu modo de vida e sua cultura.

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Minhas viagens também me puseram em contato com um número crescente de pessoas -- de chefes de governo a líderes empresariais -- que estão dispostas a investir capital político e financeiro nas soluções necessárias. Elas compreendem que a mudança climática é um problema para todas as pessoas, todas as empresas, todos os governos. Elas reconhecem que podemos evitar os riscos se tomarmos medidas decisivas agora.

No próximo dia 23 de setembro estarei convocando uma Cúpula do Clima na ONU, em Nova York. A cúpula tem dois objetivos: mobilizar vontade política para um acordo universal importante nas negociações sobre o clima em Paris em 2015; e catalisar uma ação ambiciosa em campo para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e aumentar a resistência às mudanças que já estão acontecendo.

Convidei líderes de governos e de empresas, das finanças e da sociedade civil para apresentarem sua visão, fazer anúncios ousados e forjar novas parcerias que vão apoiar a mudança transformadora de que o mundo precisa. A cúpula vai salientar diversas áreas em que acreditamos poder alcançar o maior impacto, como se vê por esta série de posts em um blog pré-cúpula feitos por alguns dos pensadores e atores mais influentes nessa área.

A mudança climática não é apenas uma questão para o futuro, é uma questão urgente hoje. Em vez de nos perguntarmos se podemos agir, devemos nos perguntar o que está nos impedindo, quem está nos detendo e por quê. Vamos unir forças para revidar contra os céticos e os interesses investidos. Vamos apoiar cientistas, economistas, empresários e investidores capazes de convencer os líderes e fazedores de políticas de que está na hora de agir.

Este post faz parte de uma série apresentada durante um mês e produzida por The Huffington Post em conjunto com diversos eventos que se realizam em setembro para tratar das ameaças apresentadas pela mudança climática, entre eles a Cúpula do Clima 2014 (em 23 de setembro de 2014, na sede da ONU em Nova York). Para ver todos os posts da série, leia here.

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