Rafael Viana

Historiador

Graduado em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre e doutorando em História pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Tem como principal objeto de pesquisa o anarquismo, mas se interessa pelo estudo do socialismo de maneira mais ampla, o sindicalismo revolucionário, movimentos sociais, história das esquerdas, do movimento operário e ditaduras militares na América Latina. Na área de história, desenvolve pesquisas voltada ao campo da História Política e da História Social.
Quais são as possibilidades do fascismo no Brasil de

Quais são as possibilidades do fascismo no Brasil de hoje?

É temeroso fazer comparações históricas sem a mediação com a realidade política hoje, assim como, evitar alarmismos de todo o tipo. No entanto alguns acontecimentos são preocupantes. No momento em que este texto é publicado, sou surpreendido com a notícia do assassinato do jovem anarquista Guilherme Irish pelo seu próprio pai (que depois se suicidou) em Goiás, pelo motivo de que Guilherme participava das ocupações estudantis.
17/11/2016 18:29 -02
Por que o neopentecostalismo avança na periferia e a esquerda se afasta

Por que o neopentecostalismo avança na periferia e a esquerda se afasta dela

Já falaram aqui, repito e endosso a opinião alheia, ainda que com outros elementos. Como dito por outros analistas, enquanto a esquerda em sua esmagadora maioria foi brincar de conquistar cargos e aparatos eleitorais, as forças conservadoras ligadas ao neopentecostalismo se enraizaram nos subúrbios e periferias. Criaram redes de sociabilidade, onde oferecem serviços dos mais diversos e resolvem os problemas cotidianos de um setor da classe (cabeleireiro, brechó, emprego, cultura, música, lazer). Enquanto isso a esquerda distribui santinho eleitoral nas áreas dos setores-médios ou foca suas atividades na conquista de aparatos sindicais e estudantis.
03/11/2016 16:40 -02