Emanuella Feix

Editora de livros

Emanuella é editora de livros. Atua no mercado editorial desde 2005, tendo passado por algumas casas como L&PM Editores, Record e Ediouro. Formada em Letras e especializada em História, estudou Civilização Francesa na Sorbonne. Amante das narrativas urbanas, sempre busca trazer um outro olhar para pequenos fatos cotidianos.
A primeira vez em que ouvi o Revolver, dos

A primeira vez em que ouvi o Revolver, dos Beatles

"Tomorrow Never Knows", título oriundo de uma frase típica do Ringo, encerra o álbum, de maneira psicodélica e na ousadia de serem três minutos sobre uma mesma nota. Aquela música com sons de pássaros, cítaras, orquestra, solos invertidos, que é mais ou menos que nem Pollock: você acha confuso, não entende muito bem, mas dentro daquele caos encontra ordem, encontra calmaria. E gosta.
05/10/2016 16:50 -03
É hora de parar de julgar os

É hora de parar de julgar os julgadores

Mas, dentro desse contexto, uma coisa que me deixa muito assustada é a forma como as pessoas são quase em sua maioria imbuídas de um sentimento de superioridade e de autossuficiência, <strong>como se todos esses conceitos já tivessem sido perfeitamente cristalizados e absorvidos, como se todas elas já tivessem alcançado o primeiro lugar no ranking da vida. </strong>
15/03/2016 12:34 -03
Brasileiro gosta mesmo é de pão, circo e

Brasileiro gosta mesmo é de pão, circo e Carnaval

E o carnaval, com sua arte, está aí para expurgar nossa frustração, nossa revolta, nosso cansaço. Para soltar aquele grito preso na garganta, para glorificar apoteoticamente toda a alegria adormecida, para ser catártico. Porque nós, brasileiros, assim como o mundo inteiro, queremos pão, queremos circo, precisamos deles para que a realidade não se torne insuportável.
05/02/2016 20:16 -02
'Um convite para Hildegard

'Um convite para Hildegard Angel'

É com a simplicidade de uma moradora da zona Norte que eu lhe convido: pegue um metrô da Linha 2, conheça um pouco do povo carioca. O povo de verdade, o povo da Pavuna, Irajá, Acari, que faz integração para Meriti. É o povo que faz a cidade andar, o povo que trabalha duro e pisa na areia do seu bairro, tão merecidamente quanto você pisaria, se gostasse de praia. Ainda no metrô, após passar pela Cidade Nova - que estará fechada, não se assuste, pois não funciona aos finais de semana -, desça na Estação São Cristovão. Venha conhecer um pouco melhor dessa cidade que é tão minha quanto sua.
14/01/2015 12:06 -02

"Qual seria o salgado a me representar?"

Não lembro exatamente quando nem como, mas as coisas aconteceram de maneira tão rápida nas redes sociais que, quando me dei conta, o vocábulo "coxinha" já estava sendo massivamente empregado sob um novo significado.
17/10/2014 13:06 -03

"Até que ponto sabemos lidar com a capacidade de julgar?"

Flagrada por uma câmera da ESPN, a menina, com sangue nos olhos, articulava perfeitamente a palavra "macaco", dirigindo-se a Aranha, goleiro do Santos. Poucos minutos depois, discussões acaloradas sobre o racismo se iniciavam nas redes sociais e na mídia.
04/09/2014 21:10 -03

"A crackuda do 474 talvez nem seja crackuda mesmo"

Foi incorporado há alguns anos na língua portuguesa um novo vocábulo: a palavra <em>crackudo</em>. Se estiver miserável, se se encontrar deplorável, este país já lhe dá um nome. Temos mais crackudos do que crackudos pelo Brasil.
14/04/2014 16:42 -03
Sobre os livros que você não

Sobre os livros que você não leu

A perspectiva de Bayard é um verdadeiro alento para aqueles que são apaixonados por literatura e carregam consigo a angústia de saber que nunca lerão todos os livros desejados.
31/03/2014 13:53 -03

"A única salvação contra o horror da existência"

O depoimento da mãe de um aluno evidencia de uma forma ingenuamente sincera a visão dicotômica de arte/trabalho, prazer/dor, beleza/utilidade. As ideias das Orientações Curriculares Nacionais somente ratificam o que nas ruas se demonstra incessantemente.
19/03/2014 12:16 -03