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Cristovam Buarque

Senador da República, foi ministro da Educação do governo Lula

Engenheiro mecânico com doutorado em Economia pela Sorbone. É professor da Universidade de Brasília (UnB), onde profere aula no Centro de Desenvolvimento Sustentável. Foi Reitor da UnB, governador de Brasília e Ministro da Educação em 2003. Foi candidato a Presidência da República nas eleições de 2006, com uma campanha educacionista. Senador da República reeleito em 2010, pelo Distrito Federal e também é autor de mais de 20 livros.
A austeridade é thiagonori via Getty Images

A austeridade é progressista

Esta é a austeridade progressista que a esquerda abandonou e que a pedagogia da catástrofe está forçando ser adotada por todos os partidos, a um alto custo; porque abandonada no passado, a austeridade agora é necessária mesmo provocando dificuldades. Teremos de enfrentá-la e, depois, praticá-la não como medida emergencial, mas como prática moral permanente: uma austeridade progressista, comprometida com o interesse público e com eficiência técnica.
12/01/2017 14:51 -02
'Jango' e a necessidade do diálogo com princípios e tolerância no Brasil de Keystone-France via Getty Images

'Jango' e a necessidade do diálogo com princípios e tolerância no Brasil de hoje

Raramente a literatura e a história do Brasil nos oferecem textos com memórias e autobiografias que carregam ao mesmo tempo informação, história, sensibilidade pessoal, análise política. O "Jango e eu - memórias de um exílio sem volta", por João Vicente Goulart, carrega todas estas qualidades, além de uma beleza estética de um texto que se lê com prazer.
23/12/2016 11:11 -02
'Brasil, a república corporativa que beneficia grupos e não o SHSPhotography via Getty Images

'Brasil, a república corporativa que beneficia grupos e não o todo'

O Brasil já teve nomes antes de República Federativa do Brasil, mas nenhum se ajustaria melhor à realidade política atual do que o nome de "República Corporativa dos Brasis". Somos um país dividido em uma parcela moderna e outra excluída da educação, da saúde, da renda, da participação política; e a parcela moderna é dívida em corporações, sem um interesse nacional comum e sem uma perspectiva de longo prazo que beneficie as futuras gerações.
24/11/2016 17:59 -02
Precisamos detonar a corrupção das estruturas sociais do Rodolfo Buhrer / Reuters

Precisamos detonar a corrupção das estruturas sociais do Brasil

Desde a Proclamação da República temos uma bandeira com um texto escrito nela. Quase 130 anos depois, temos duas vezes mais adultos analfabetos, fabricados pela imoralidade, com a qual a estrutura educacional "republicana" trata aos pobres. Desde a infância, nossas crianças são apartadas, separando aquelas tratadas com todo cuidado e com boas escolas e as que sofrem fome, não têm escola e caminham para um destino perdido. Isso é mais do que desigualdade social, é imoralidade, corrupção da estrutura educacional, sem que juízes julguem os culpados ao longo das últimas décadas.
18/11/2016 11:53 -02
'A situação do Rio é o retrato da falência fiscal dos governos Adam Hester via Getty Images

'A situação do Rio é o retrato da falência fiscal dos governos brasileiros'

Para aumentar gastos em um setor, os políticos terão de reduzir em outros. Com efeito positivo, vamos descobrir a necessidade de, finalmente, fazer uma reforma fiscal para cobrar mais dos ricos e para exigir melhoria na qualidade dos serviços públicos. Sobretudo, vamos poder fazer a luta política por propostas alternativas para o Brasil e os brasileiros. Já fizemos a democracia sem adotarmos a verdade, chegou a hora de entendermos que a ilusão é acomodadora e a verdade é revolucionária.
31/10/2016 18:31 -02
'Quem não tem utopia e capacidade de ver a realidade, não é de English School via Getty Images

'Quem não tem utopia e capacidade de ver a realidade, não é de esquerda'

É lamentável que parte da esquerda, por preconceito e corporativismo, caia na cegueira de preconceitos que a impede de ver o que é melhor para o Brasil e para o povo. E ainda se considera de esquerda, embora presa a mitos e reacionarismos. Para ser de esquerda, é preciso ter utopia para o futuro, é preciso ver a realidade do presente como ela é. E quem não tem utopia e nem capacidade de ver a realidade, não é de esquerda, é de exquerda.
24/10/2016 09:18 -02
O Brasil que assassina portadores do nosso Sergey Titov

O Brasil que assassina portadores do nosso futuro

Na mesma semana do plebiscito que tirou o Reino Unido da União Europeia, conhecido como Brexit, uma pesquisa feita pelo professor Júlio Jacobo Waiselfisz, coordenador do Programa de Estudos sobre Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), mostrou que no Brasil são assassinadas 29 crianças por dia, mais de dez mil por ano. Estes dois fatos representam o desprezo pelo futuro.
12/07/2016 13:53 -03
O debate sobre impeachment é exemplo de que 'esqueceram o ASSOCIATED PRESS

O debate sobre impeachment é exemplo de que 'esqueceram o Brasil'

A disputa se dá entre os que desejam a continuidade do governo do PT, depois de 13 anos, mesmo sabendo dos riscos de a volta da irresponsabilidade fiscal desestruturar ainda mais as finanças públicas e de o corporativismo vir a desarticular ainda mais o tecido social e o futuro do Brasil; os outros não querem a continuidade do governo de Dilma, sem refletir sobre as consequências da interrupção do mandato do segundo presidente entre os quatro eleitos.
29/06/2016 11:45 -03
Continuamos emergindo ao passado, não ao Adriano Machado / Reuters

Continuamos emergindo ao passado, não ao futuro

A maior crise brasileira não está nas aparências do que nós vemos e sofremos, mas na nossa recusa de olhar para onde sopram os ares do futuro e como fazermos as reformas que nos sintonizarão com ele. Estamos desorientados com o presente caótico e outra vez não nos sintonizamos com as forças do espírito do tempo.
01/06/2016 15:51 -03
Não há razão para acreditar na narrativa de CHRISTOPHE SIMON via Getty Images

Não há razão para acreditar na narrativa de 'golpe'

Mas não há razão para acreditar na narrativa de golpe, se o procedimento estiver seguindo as normas, leis e ritos constitucionais, conforme seguiu no caso do ex-presidente Fernando Collor. Esta narrativa é, porém, um direito do partido na estratégia eleitoral para 2018. É lamentável, porém, que o partido das "teses" tenha se transformado no partido das "narrativas".
17/05/2016 18:57 -03