OPINIÃO
25/11/2014 08:42 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Negociando com HIV para poder viver

Caros leitores fico emocionada em escrever este pequeno e importante depoimento como forma de informação, e quem sabe para quem for ler, como auto-ajuda, sobre como conviver com HIV/AIDS.

Divulgação/Atitude Abril

Por Gygy Maciel

Caros leitores fico emocionada em escrever este pequeno e importante depoimento como forma de informação, e quem sabe para quem for ler, como auto-ajuda, sobre como conviver com HIV/AIDS. Espero que através de uma linguagem clara e objetiva, eu possa ajudar o máximo de pessoas. Toda a humanidade busca uma resposta, um motivo, uma justificativa, para essa doença, porém ainda não temos uma resposta lógica. Mas enquanto essa resposta não chega, vamos tentar conviver com ela da melhor forma possível.

Pra isso convido todos vocês para juntos trocarmos ideias e depoimentos que possam enriquecer mais a vida e nossos dias. Trazendo informações para todos os setores de nossas vidas, sejam ela familiares, trabalho, amizade, namoro. Pretendo com nossos encontros abordar vários assuntos que são latentes dentro de minhas correspondências que chegam de varias partes do Brasil e do resto do mundo. Aqui neste espaço eu quero lhes dizer que adoro escrever e adoro fazer essa conexão que me leva ate vocês, por isso não me é cansativo fazer essa doce tarefa. Podem participar, perguntar, dar ideias, podem interagir à vontade.

Antes, porém, desejo me apresentar a todos vocês.

Eu sou Gygy Maciel, já estou positiva há 17 anos e me tornei uma ativista de puro sangue... Antes eu era uma executiva da Aérea Internacional de um grande banco, fui gerente comercial no Departamento de Câmbio, no Aeroporto Internacional de Cumbica /SP., por longos anos, e fui muito feliz em meu trabalho. Costumava dizer que eu não ia trabalhar e sim passear, porque de fato era feliz com que eu fazia, adorava trabalhar no aeroporto. Pelo simples fato: EU GOSTO DE GENTE, e lá isso tem de monte, então eu estava no lugar certo. Mas infelizmente veio o HIV e o banco, achando que eu ia morrer, me aposentou e veio a depressão. Mas eu saí sozinha dessa depressão, sem ajuda de ninguém. Eu ficava horas olhando para o teto do meu quarto esperando a morte vir me buscar. Eu passei a doar todos os meus lindos vestidos, meus maravilhosos sapatos, e meus 60 vidros de perfumes importados... Caramba que ódiooooooooo! E eu não morri... E lá se foram minhas coisas... Paciência.... Então pensei, bom já que essa morte não chega mesmo, vou fazer o seguinte, vou NEGOCIAR com esse vírus! Coisa de gerente esperta... rs... Sempre negociando....

DEU CERTOOOOOO!!!

Hoje eu alimento o vírus com os remedinhos e ele me deixa em paz e eu posso viver a minha vida e ainda ajudar pessoas!

Eu já fui casada, não tenho filhos, nunca usei nenhum tipo de droga, e peguei essa doença da forma mais natural e humana: com sexo sem proteção. (porque eu confiava nele). Fui muito bem educada, estudei em colégio de freiras até meus 15 anos e perdi minha virgindade com 24 anos. Sou de uma família tradicional do Norte do Brasil, Pará, meu avô era um coronel, e por conta disso eu sou um pouco exigente em tudo que faço. Mas tenho um humor fora do comum, costumo dar risadas ate em velórios. Sou uma contadora de histórias, pessoas que convivem muito com gente acabam virando contadora de histórias e adoro escrever. Moro na praia onde sou muito feliz, e às vezes meu namorado vem me ver. Às vezes, porque eu prefiro ser livre. Gosto de ser dona do meu tempo.

Bom, pessoal por hoje é só, como boa negociante, depois vendo o resto do peixe pra vocês. Porém desejo saber a quantas anda a negociação de vocês com o HIV. Porque se vocês estiverem negociando errado, eu posso lhes mostrar um bom caminho.

Abraços perfumados em todos.

Gygy Maciel.

(A Gygy vai dividir um pouco da sua história aqui conosco! Se você também gostaria de contar sobre suas experiência com o HIV, qualquer que seja ela, nos avise! ;) )

www.facebook.com/atitudeabril

Todo todo mundo tem direito a viver uma história de amor, e a aids, ou qualquer outra condição de saúde, não devem ser empecilhos para a magia e a aventura de uma paixão, um carinho, um parceiro, um companheiro de jornada. O preconceito, muito menos.

Você também pode participar! Envie sua história para nettinhos@yahoo.com.br, fabiana.mesquita@yahoo.com.br e joao.abrahao@abril.com.br e não precisam se identificar com seus nomes verdadeiros.

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