OPINIÃO
20/04/2016 10:19 -03 | Atualizado 27/01/2017 00:31 -02

HuffPost RYOT: Luzes, câmera, impacto

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Arianna:

Desde seu primeiro dia de vida, nós do The Huffington Post nos comprometemos a usar todas as ferramentas à nossa disposição para contar as histórias mais importantes e interessantes do nosso tempo. Ao longo dos anos, abraçamos e testamos as mais novas tecnologias e plataformas disponíveis para encontrar novas maneiras de nos envolver com nossa crescente audiência global - e, igualmente importante, para encontrar novas audiências.

Por isso anuncio com muito prazer a aquisição da empresa de realidade virtual e histórias imersivas RYOT. Juntos, vamos ampliar a oferta de vídeos do HuffPost e trazer para nosso público global uma nova gama de experiências, de realidade virtual a filmes de longa metragem e em 360 graus.

Quem já experimentou um óculos de realidade virtual ou assistiu vídeos em 360 graus no celular sabe que as possibilidades são inúmeras. E a RYOT traz todo o know-how tecnológico para tornar possíveis essas experiências. A visão global de sua equipe, liderada pelo presidente e co-fundador Bryn Mooser, permitiu que a RYOT levasse as pessoas para a maior favela do Haiti, para dentro da luta contra os caçadores de elefantes no Quênia, para os bastidores de um banda de heavy metal inuit na ilha Baffin - e fez com que todos pudessem pegar carona com o cara que largou o emprego e decidiu dar a volta ao mundo de bicicleta. Estamos muito empolgados em poder anunciar que essas experiências estarão disponíveis em nossas 15 edições internacionais.

Mas o verdadeiro motivo pelo qual estamos unindo nossas forças com a RYOT não tem a ver com brinquedos tecnológicos de última geração - a empresa está comprometida a usar a tecnologia de ponta com propósitos mais nobres. "Contamos histórias de resiliência, que levam as pessoas a agir", como eles dizem. E talvez seja o karma da mídia, mas a missão da RYOT - "informar, entreter e ativar mudanças por meio da nova geração do storytelling" - também se sobrepõe à nossa: informar, inspirar, entreter e empoderar.

Você pode ver essa missão ganhando vida em tudo o que a RYOT produz. Usando palavras, é difícil fazer justiça às experiências que eles criam, mas vou mencionar só mais alguns exemplos. O documentário de curta metragem "Body Team 12" - sobre as pessoas encarregadas de recolher os corpos das vítimas da epidemia de Ebola - foi comprado pela HBO e acabou sendo indicado para um Oscar, além de ganhar um prêmio no Festival de Cinema de Tribeca. As produções da RYOT ganharam 11 prêmios e foram exibidas em 40 festivais internacionais.

É claro que o impacto real não se mede só em prêmios e sucessos de crítica. A realidade virtual é realmente transformativa quando une tecnologia e propósito. Talvez não exista um meio melhor para criar empatia - e a empatia é essencial se quisermos resolver as muitas crises que enfrentamos. Certamente foi o que vivenciamos no ano passado, quando cobrimos a crise dos refugiados da Grécia em parceria com a RYOT. Mostramos em carne e osso uma crise humana que, para muita gente ao redor do mundo, tinha se tornado uma mera abstração. E isso foi apenas o começo do que vamos fazer juntos.

Não poderia estar mais contente por dar as boas-vindas para a RYOT, e estou muito empolgada a respeito do nosso futuro - cobrindo notícias, liderando conversas sobre a cultura em escala global e indo além da conscientização para fazer diferença na vida das pessoas.

Para assistir a este vídeo em seu celular clique aqui.

Bryn:

David Darg e eu crescemos morando e trabalhando no mundo em desenvolvimento. No começo dos anos 2000, estávamos na África Ocidental; David trabalhava com projetos de água limpa no Senegal, e eu era voluntário do Peace Corps em um pequeno vilarejo de Gâmbia. Meu trabalho era ajudar as comunidades no reflorestamento e construir bibliotecas nas pequenas escolas espalhadas pelos vilarejos próximos. Foi lá que vi em primeira mão o impacto da tecnologia no mundo. Vilarejos que nunca tinham ouvido falar de telefone fixo estavam repentinamente conectados por telefones celulares. Novas vozes entravam na conversa global. Ficou claro que a tecnologia mudaria tudo.

Também vi isso de perto no Haiti, depois do terremoto. David e eu testemunhamos como as redes sociais estavam unindo as pessoas. Redes celulares estavam conectando as pessoas e permitindo que elas falassem umas com as outras através de culturas, geografias e normais sociais diferentes. O que foi interessante para mim não foi notar como as pessoas estavam tirando proveito da internet, mas sim como a internet estava ganhando com essas novas vozes, pessoas e ideias. Apesar da possibilidade de comunicação direta entre as pessoas, as notícias ainda eram um fluxo de informações de mão única.

Lançamos a RYOT em 2012 para ajudar a mudar essa situação. Nossa missão era simples: unir cada notícia com uma ação. Queríamos que as notícias fossem empoderadoras, não deprimentes. Em nossa jornada, sempre buscamos a tecnologia que nos traria para mais perto das histórias, e foi aí que descobrimos a realidade virtual. Compramos várias câmeras GoPro e começamos a gravar no mundo inteiro. Pela primeira vez você tinha a possibilidade de ter uma experiência viva das questões mais urgentes do mundo, do terremoto no Nepal às ruas de Aleppo, das praias de Lesbos aos comícios da campanha presidencial americana.

Começamos agora a próxima parte de nossa jornada, juntando forças com o The Huffington Post. Compartilhamos o DNA. O The Huffington Post foi construído de acordo com o princípio de que as pessoas deveriam ter o poder de contar suas próprias histórias, com suas próprias vozes. Juntos, estamos acrescentando a realidade virtual às redações do HuffPost mundo agora, criando a maior rede de notícias em realidade virtual e 360 graus. Vamos continuar produzindo documentários premiados e testando os limites da realidade virtual, da realidade aumentada e da realidade mista, sempre a serviço das notícias e do jornalismo. Vamos armar cidadãos, ativistas e jornalistas com iPhones e GoPros para abrir o caminho para uma nova geração de contadores de histórias, cujas vozes podemos ajudar a amplificar. Estamos empolgados e inspirados com esse novo relacionamento, e prontos para começar. Junte-se a nós e faça parte dessa história...

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