OPINIÃO
11/02/2015 13:34 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:01 -02

Pré-natal eficiente é fundamental para um desfecho bem sucedido

Alguns procedimentos, de acordo com as recomendações da OMS, são feitos rotineiramente mas são dispensáveis, como o exame beta para confirmar a gestação se já houver um exame de urina positivo, o exame de toque em cada consulta e fora do trabalho de parto.

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Quão eficiente é o seu pré-natal? Você faz exames mensais? Qual é a frequência das consultas?

Essas são apenas algumas das dúvidas quanto a este tema que muitas mulheres têm ao longo de uma gravidez.

Mas o que seria um bom atendimento pré-natal? Ainda não há um consenso em muitos setores da sociedade, mas muitas mulheres relatam que sentiram falta de um acompanhamento mais regular e menos tecnicista na gestação.

Atualmente, tanto no sistema público de saúde quanto no privado há muitos relatos entre as mães afirmando que são feitos exames logo no início. Mas depois passam o restante da gestação sem outras formas de monitoramento, a não ser já perto da data prevista para o parto.

Alguns procedimentos, de acordo com as recomendações da OMS, são feitos rotineiramente mas são dispensáveis, como o exame beta para confirmar a gestação se já houver um exame de urina positivo, o exame de toque em cada consulta e fora do trabalho de parto.

Os exames de ultrassom mensais também caem nessa categoria dos dispensáveis, já que, a apartir das 12 semanas, eles não servem mais para calcular a idade gestacional, o peso e o tamanho do bebê com precisão - apenas dão estimativas. Apenas dois são indicados: com 12 semanas, chamado de translucência nucal, e com 20 semanas, chamado de morfológica.

Além desses, são pedidos exames para detectar HIV, rubéola e doenças venéreas. Mas quando se conversa com as mães em grupos virtuais e fóruns, nota-se que poucos atendimentos incluem um histórico completo da mãe, exames mensais de urina para detectar infecção urinária (que já é a segunda maior causa de prematuridade no Brasil) e orientação para o trabalho de parto normal.

Já na orientação para o trabalho de parto, as principais reclamações das gestantes nos grupos consiste na falta de informações de qualidade sobre o que esperar no momento do nascimento. Poucas famílias têm acesso a guias de gravidez que tratam em profundidade sobre temas como as diferentes fases do trabalho de parto, formas naturais de alívio da dor, melhores posições para a fase final, nascimento da placenta, como identificar o início do trabalho de parto e mitos do parto normal.

No Reino Unido, o governo distribui gratuitamente um guia de gravidez básico que engloba todos os assuntos pertinentes, desde os exames, passando pelo nascimento e concluindo com os cuidados básicos dos bebês, de recém-nascidos a um ano de vida. O Brasil também possui manuais do gênero, mas muito poucas gestantes têm acesso a eles, e sentem que não estão preparadas para o trabalho de parto e para os primeiros meses de maternagem.

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