OPINIÃO
18/06/2014 18:04 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:44 -02

Hora de corrigir os erros e a Copa das viradas

Pois é, não há mais Romário e Bebeto. Não temos Cafú, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Kaká e nem Ronaldo. Não adianta reclamar, vivemos uma safra pobre de grandes nomes, de jogadores diferenciados.

NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO

Pois é, não há mais Romário e Bebeto. Não temos Cafú, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Kaká e nem Ronaldo. Não adianta reclamar, vivemos uma safra pobre de grandes nomes, de jogadores diferenciados. Talvez seja esta a seleção mais limitada que o Brasil já dispôs nas últimas décadas. Salvo, apenas Neymar. Só que uma andorinha não faz verão. Sozinho, o atacante do Barça não é capaz de cobrar o escanteio e correr para cabecear. Muito menos dar uma assistência a si próprio, para tocar na saída do goleiro e marcar o gol.

Pois é, as perspectivas para a seleção brasileira não são as melhores. Pelo que se viu durante o embate contra os mexicanos, nesta terça (17/06), no Castelão, Fortaleza, a esperança no hexa parou na parede de 'Memo' Ochoa e perdeu fôlego. O escrete de Felipão, que continua apostando suas fichas em um time longe de ser extraordinário, para não dizer mediano, demonstrou restrições na saída de bola, em que os volantes cometiam muitos erros de passe, na criação do meio-campo, que não existe efetivamente, e um ataque quase inócuo. Aliás, o centroavante Fred, se passar em branco na próxima partida, diante de Camarões, obterá a pior performance da função na história brasileira de todas as copas, segundo o Portal Uol. A defesa, que também bate cabeça em certas ocasiões e deixa avenidas nas costas dos laterias, é o único setor equilibrado do time.

Aquele ímpeto da Copa das Confederações, em junho do ano passado, quando a Seleção pressionava os adversários tanto no campo ofensivo como defensivo, desapareceu. Cadê? É o que perguntam os especialistas em tática. Desse jeito, com um time esperando que uma jogada individual ou uma bola parada resolva seus problemas, dificilmente a seleção chegará à final. E nem mesmo o apoio da torcida, cujo peso de jogar em casa ajuda bastante, servirá. É hora de corrigir os erros, Felipão. Tem tempo até segunda-feira, 23, no confronto com os 'Leões Indomáveis', no Mané Garrincha de Brasília, e para as oitavas de final, fase que a seleção brasileira deverá alcançar. A partir daí, se não mudar, a coisa vai degringolar e os torcedores, ao invés de cantarem o hino à capela, buscarão os culpados. E a presidente Dilma não está no topo dessa lista.

Copa das viradas

Não é só a alta média de gols por partida, de acima de três tentos em rede (49 gols em 16 jogos, na primeira rodada), algo que não acontece desde 1958, que vem surpreendendo aos amantes da bola. Até o fechamento deste post (antes do jogo entre Espanha e Chile, no Maracanã, Rio de Janeiro), o número de viradas é admirável. Nos 18 primeiros jogos da Copa, sete terminaram com vitória da equipe que iniciou a partida perdendo. Como é o caso do jogo inaugural, entre Brasil e Croácia (3 a 1 Brasil), passando pela conquista heróica da Costa Rica sobre o Uruguai (3 a 1 Costa Rica), até a partida entre Holanda e Espanha, revivendo a final de 2010 (5 a 1 Holanda). Destaque também para o jogo da Laranja Mecânica contra Austrália, que teve duas viradas: uma para cada equipe (3 a 2 Holanda). Pelo andar da carruagem, muitos gols serão feitos e muitas viradas mexerão com os corações.

Acompanhe mais artigos do Brasil Post na nossa página no Facebook.

Para ver as atualizações mais rápido ainda, clique aqui.

MAIS COPA NO BRASIL POST:

Galeria de Fotos Os Melhores Doodles da Copa 2014 Veja Fotos