OPINIÃO
01/08/2015 12:49 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

Ensinar exige estética e ética

Paulo Freire argumenta que a educação não pode deixar de lado o caráter estético da aprendizagem. A própria ruptura criativa de uma educação passiva para uma formação crítica exige que todos exercitem novas percepções sobre o mundo.

Valerie WINCKLER via Getty Images
FRANCE - CIRCA 1992: School in Ville d'Avray, France in 1992 - 5th class. (Photo by Valerie WINCKLER/Gamma-Rapho via Getty Images)

A necessária superação da ingenuidade e a conquista da criticidade devem ser necessariamente realizadas ao lado de uma rigorosa formação ética. Não é humanista uma formação que promove sujeitos críticos, porém, cínicos.

E ao lado da ética, Paulo Freire argumenta que a educação não pode deixar de lado o caráter estético da aprendizagem. A própria ruptura criativa de uma educação passiva para uma formação crítica exige que todos exercitem novas percepções sobre o mundo.

Ainda em termos estéticos, o professor também precisa conhecer os recursos para estimular a atenção crítica dos estudantes e criar um ambiente favorável para a expressão da curiosidade.

A desatenção dos alunos ou mesmo a apatia e muitas vezes a indisciplina estão frequentemente relacionadas a uma autossabotagem do professor que, às vezes sem perceber, demonstra para os estudantes, através de sua expressão facial, a sua antipatia, a sua descrença ou mesmo o seu esgotamento diante da turma.

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