OPINIÃO
21/08/2018 17:53 -03 | Atualizado 21/08/2018 18:08 -03

10 discos essenciais para o músico e apresentador Daniel Daibem

Do heavy metal ao jazz, Daibem mostra os álbuns que influenciaram sua trajetória.

Reprodução/Instagram
Com carreira consolidada no rádio, o músico paulistano agora lidera uma banda de souljazz.

Natural de Bauru, o "professor" Daniel Daibem começou sua carreira na primeira fase da 89 FM, passou pela saudosa Brasil 2000, ambas rádios famosas de São Paulo voltadas ao rock, e foi o idealizador do programa Sala dos Professores, na rádio Eldorado FM.

Além disso, apresentou, a Sala do Professor Buchanan's, ao vivo, no Bourbon Street, na capital paulista, com transmissão pela Rádio Eldorado FM, recebendo grandes nomes da MPB e Jazz como Leny Andrade, João Bosco, Stanley Jordane John Pizzarelli, entre outras feras.

Músico, Daiebem está à frente do Daniel Daibem Grupo, onde toca guitarra e é acompanhando por Rodrigo mantovani (contrabaixo), Leandro Cabral (piano) e Vitor Cabral (bateria). O repertório é o souljazz dos anos 1950 e 1960.

O "professor" também ministrou cursos sobre Jazz e está lançando o projeto Auditivos, para explicar, de uma forma mais leve e didática, os fundamentos do jazz. É dele a lista abaixo, que vai do heavy metal ao jazz, passando pela MPB e pelo pop. Aproveitem.

1. High Voltage - (AC/DC)

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"O primeiro álbum oficial do AC/DC já mostra a banda madura, com o formato que seguiria nos 40 anos seguintes, totalmente consolidado. Ouço este disco desde 1985, apesar dele ser de 1975/76 e ainda aprendo todo dia alguma coisa com ele."

2. Fruto Proibido - (Rita Lee & Tutti Frutti)

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"Além das ótimas composições da Rita em parceria com o Paulo Coelho, o que mais me chama atenção neste que considero o melhor disco de rock brasileiro, é a performance e o timbre de bateria do Franklin Paolilo. Mais cru, impossível."

3. It's Uptown - (George Benson Quartet)

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"Considerando que minha vertente preferida no jazz é o chamado souljazz, este é um álbum que representa este gênero de forma integral. Formação de organ trio (órgão, guitarra e bateria) com o acréscimo de sax barítono e um George Benson com pouco mais de 23 anos, tocando já com a mesma fluência de hoje."

4. Reign Blood - (Slayer)

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"Terceiro álbum da banda, quando as produções de metal ainda estavam descobrindo como aprimorar a captação e timbres dentro do estúdio. Aí, chega o Rick Rubin, que é um cara que sabe produzir com o cuidado de potencializar o que o artista tem de bom, sem interferir na personalidade do grupo. Foi uma surpresa que elevou muito o nível do que viria na sequência, na época. 28 minutos de recado e pancadaria clara e certeira."

5. Wish You Were Here - Pink Floyd

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"Shine On You Crazy Diamond é um som que eu ouvi tanto, que decorei os solos e a porra toda. E isso me influenciou muito na forma de se expressar na guitarra, mesmo quando vou tocar outros gêneros. É discão pra ouvir inteiro na sequência. Tipo, sentar pra assistir um filme."

6. Soul Dressing - (Booker-T and The Mg's)

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"Não dá para entender como a música pop foi desenhada, sem ouvir este quarteto de Memphis que, inicialmente, foi formado para acompanhar os cantores da Stax Records. Tá tudo aí: as levadas de shuffle, boogaloo, a simplicidade de combinar a trama entre órgão, guitarra, baixo e bateria, de forma que você não consegue ouvir sem bater o pé ou chacoalhar alguma parte do corpo. Aula, sempre!"

7. Alegria, Alegria!!! - (Wilson Simonal)

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"Já que tem que escolher um álbum, eu vou de Alegria, Alegria. Mas, tudo do Simonal é um nível muito foda. Porque, pra mim, a missão está cumprida quando o artista consegue, ao mesmo tempo, atinge o povo, mantendo o nível musical (tanto os arranjos, como o time e a execução) lá no alto. Se for pra escolher um cara no mundo que levou isso ao extremo, esse cara é Wilson Simonal."

8. Vôo de Coração - (Ritchie)

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"É muito louco pensar que um flautista hippie, inglês, veio para o Brasil nos anos 70 e, alguns anos depois, conseguiu emplacar um disco inteiro nas paradas de sucesso brasileira, cantando em português. E mais doido ainda, é saber que ele foi até a gravadora com um tecladinho Casiotone, vestindo o blazer vermelho que seria sua marca registrada, disparou a programação do teclado e cantou uma atrás da outra para os executivos. Foi contratado na hora!"

9. Paranoid - (Black Sabbath)

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"Só hino, um atrás do outro. Me lembro que a primeira vez que ouvi esse disco foi uma prensagem nacional em vinil, com um som muito abafado. Confesso que demorei pra curtir, já que conhecia as mesmas músicas, nas versões ao vivo do álbum Speak of the Devil, do Ozzy, já em carreira solo. Acho pouco catalogar este disco como heavy metal. Tem muito balanço nele, muito swing, sem falar que são três instrumentistas apenas, fazendo aquele som gigante pro John Michael Osbourne interpretar uma letra melhor que a outra."

10. Everyday I Have The Blues - (Joe Williams & Count Basie Orchestra)

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"Eu não vou falar muito sobre este, porque ele, sozinho, já contém todo o universo. O blues, a excelência da linguagem do jazz, a clareza do que significa ser um cantor, enfim, tudo. Como diz meu amigo e baterista Vitor Cabral: 'é o fim do método'."

Ouça a playlist com os discos essenciais do Daneil Daibem no player abaixo:

*Este artigo é de autoria de colaboradores ou articulistas do HuffPost Brasil e não representa ideias ou opiniões do veículo. Mundialmente, o HuffPost oferece espaço para vozes diversas da esfera pública, garantindo assim a pluralidade do debate na sociedade.