OPINIÃO
04/09/2014 21:37 -03 | Atualizado 26/05/2017 18:41 -03

Masters of Sex retrata o bom orgasmo da televisão americana

Em Masters of Sex, você acompanha a evolução das pesquisas sobre sexualidade humana. O resultado é extremamente delicioso e satisfatório. Assim como um excelente orgasmo.

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Sexo é um dos temas mais vendáveis do mundo. No entretenimento, utilizar a sexualidade é um pré-requisito para bons índices de audiência e na cultura americana o tema é quase obrigatório. Na televisão, isso não é diferente. Muitas emissoras de televisão apostaram em seriados com apelos sexuais e atrizes deslumbrantes seminuas para alavancar a audiência. Em meio a esse cenário e com um tom inovador, o canal Showtime optou por contar a trajetória da descoberta acadêmica da sexualidade e transformou Masters of Sex em um grande sucesso. (Confira depoimento do elenco aqui).

Baseado em uma história real, o seriado mostra os estudos do Dr. William Masters (Michael Sheen) e sua assistente Virginia Johnson (Lizzy Caplan) em torno da ciência do sexo, na década de 1950, na Universidade de Washington, em Missouri. Com ideias bastante avançadas para época, eles procuraram responder uma simples questão: o que acontece com o corpo humano durante o sexo?

A relação entre os protagonistas é sólida, sensata e mostra diversas nuances sobre o comportamento humano. Ao mesmo tempo que Masters é obcecado por desvendar os mistérios da sexualidade, ele enfrenta grandes dilemas para tentar entender seus próprios hábitos. Por isso, Virginia se torna a grande responsável por guiá-lo durante esta descoberta. Ela é uma mulher divorciada, independente e bem resolvida sexualmente. Diferente das donas de casa da década do período, a personagem é essencial para contribuir em um estudo tão transgressor.

Masters of Sex reproduz como os seres humanos lidavam com temas comportamentais ligados à sexualidade e aponta os grandes avanços feitos em apenas 60 anos. A atração lida, sem nenhum constrangimento, com problemas polêmicos para a época como machismo, infertilidade e orgasmo feminino.

Outra parte significativa é abordar os preconceitos em torno da homossexualidade. O arco que envolve o reitor da universidade, Barton Scully (Beau Bridges), mostra como o personagem enfrenta os seus desejos mais repudiados pela sociedade, ao possuir uma vida afetiva com um garoto de programa. Casado por 30 anos, ele tenta encontrar a cura para o seu "problema" tomando remédios que causam repulsa por homens e até mesmo buscando um tratamento com eletrochoques.

Na segunda temporada, a série promove a oportunidade de conhecer a realidade de ninfomaníacos e hermafroditas. Assim como suas famílias, os personagens tentam compreender ou relutar contra a constatação de que a sexualidade possui uma ampla gama de condições, distúrbios e prazeres. (Conheça alguns personagens da série aqui).

Na vida real, os estudos da dupla durou três décadas e influenciou, inclusive, a vida pessoal de Masters e Johnson. Isso significa que o público poderá acompanhar muitos estágios dessa pesquisa nas próximas temporadas e esperará por um resultado extremamente delicioso e satisfatório. Assim como um excelente orgasmo.

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