OPINIÃO
04/06/2015 17:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:19 -02

Quatro excelentes motivos para se masturbar

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Se toca.

É sério.

Em vez de investir numa caríssima academia, por que não tirar 30 minutos por semana para uma masturbação de qualidade e mais que necessária? Além dos olhares que você vai despertar nos colegas quando eles perguntaram como você pretende entrar em forma para o verão, os benefícios de saúde dessas sessões semanais de autoamor falam por si mesmos.

Falando sério, não é segredo que a masturbação seja meio tabu. O que poucos sabem, entretanto, é que nem sempre foi assim.

Antes do começo do século 18, não havia muito estigma em se tocar*. Infelizmente, ao longo do tempo, a masturbação acabou virando sinônimo de doença e levou a culpa por todo tipo de problemas sociais e físicos. Nos três séculos seguintes, essa ansiedade irracional só aumentaria.

Estou aqui para insistir que é hora de deixar isso tudo para trás.

O ato da masturbação tem vários benefícios psicológicos e fisiológicos. Além das vantagens que conhecemos e amamos, eis alguns dos efeitos colaterais positivos do autoamor:

1. A masturbação ajuda a conhecer melhor o corpo e a si mesma.

A masturbação pode ser uma maneira de descobrir, aceitar e entender sua mente e seu corpo de uma maneira sem paralelos. Ela pode ser uma oportunidade única de entrar em contato consigo mesma. Nesse mundo corrido, muitas vezes esquecemos de separar um tempo para respirar, sem falar em ouvir o próprio corpo. Como a meditação, a masturbação nos permite entrar em contato com nossos ritmos pessoais e identificar pontos sensíveis de tensão, dor e desejo.

Acredite ou não, já se provou que a masturbação regular tem correlação positiva com a autoconfiança (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19350442).

2. A masturbação faz bem para o corpo.

A masturbação tem efeito positivo na saúde cardiovascular, e um estudo sugere que ela pode até mesmo reduzir o risco de diabetes tipo 2. Então, só depende de você: sua cama confortável ou... a academia. Falando em cama, a masturbação é uma maneira natural de combater a insônia - ela libera hormônios chave e ao mesmo tempo alivia a tensão.

3. A masturbação faz bem para a mente.

A masturbação pode reduzir o estresse e melhorar seu humor (o que não deveria ser surpresa). Todo mundo se masturba de um jeito diferente. Depende de como você se condicionou lá atrás. Ainda assim, embora as posições possam mudar, a mentalidade durante o ato é sempre a mesma - presente.

4. A masturbação pode melhorar sua vida sexual.

Quanto melhor você se conhecer, melhor seu parceiro vai te conhecer. Na verdade, masturbar-se na frente dele não é só uma maneira fantástica de apimentar sua vida sexual, mas também pode ensinar ao parceiro o que te dá prazer - convenhamos, isso nem sempre é fácil de explicar.

Mora da história: masturbe-se. Ajuda a estar centrada e melhora sua intimidade sexual. Logo você estará dormindo melhor, sentindo menos estresse - irradiando autoconfiança.

No fim das contas, alguns tabus podem ser bons para você. Então mãos à obra. Não deixe que o fim do Mês Nacional da Masturbação seja uma desculpa para não se masturbar.

*Laqueur, Thomas W. 2003. Solitary Sex: A Cultural History of Masturbation (sexo solitário: uma história cultural da masturbação, em tradução livre). Zone Books.

Outras leituras recomendadas:

Brown, Kirk Warren, e Richard M. Ryan. 2003. "The Benefits of Being Present: Mindfulness and Its Role in Psychological Well-Being." (os benefícios de estar presente: meditação e seu papel no bem estar psicológico, em tradução livre) Journal of Personality and Social Psychology 84(4):822-48. (http://doi.apa.org/getdoi.cfm?doi=10.1037/0022-3514.84.4.822).

Haavio-mannila, Elina, D. Ph, Osmo Kontula, e D. Ph. 1997. "Correlates of Increased Sexual Satisfaction" (correlatos de maior satisfação sexual, em tradução livre). Archives of Sexual Behavior 26(4):399-419.

Hurlbert, David Farley, e Carol Apt. 1994. "Female Sexual Desire, Response, and Behavior" (desejo sexual feminino, resposta e comportamento, em tradução livre). Behavior Modification 18(4):488-504.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.