OPINIÃO
10/12/2015 23:40 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Só eu digo o que é impossível pra mim

O Brasil vai ser anfitrião dos Jogos Paralímpicos em 2016. Espero que sejam maiores e melhores de aqueles de Londres.

ASSOCIATED PRESS
Jamaican sprinter Usain Bolt, right, guides Brazilian paralympic athlete Terezinha Guilhermina during a promotional event ahead of the 'Mano a Mano' challenge in Rio de Janeiro, Brazil, Saturday, April 18, 2015. (AP Photo/Felipe Dana)

Estas são as palavras de uma atleta paralímpica brasileira. São um excelente guia para todos nós quando celebramos no último dia 3 de dezembro o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

O preconceito é, infelizmente, parte dos seres humanos. Somos formados, biologicamente, para olhar para diferença com cuidado. E diferença, em uma parte do nosso cérebro, quer dizer ameaça.

Felizmente, o preceito civilizatório do ser humano tem nos levado para muito longe do preconceito. Mas ele ainda existe. Precisamos de um visionário para acelerar este processo. Como Ludwig Guttmann, um alemão, judeu e médico, que fugiu para o Reino Unido em 1939, e trabalhou em um hospital perto de Londres, tratando dos feridos durante a Segunda Guerra Mundial.

Guttmann rejeitou o preconceito prevalente na época e insistiu na reabilitação das pessoas. Nesse contexto, organizou uma competição de arco e flecha entre seu hospital e outra instituição de recuperação. O torneio teve início no mesmo dia em que começaram os Jogos Olímpicos de 1948, em Londres.

Assim começou o movimento paralímpico, que culminou, em 2012, nos maiores Jogos Paralímpicos da história, mais uma vez, em Londres. Jogos que tiveram o maior número de atletas, do maior número de países, incluindo o Brasil. Jogos que venderam três milhões de ingressos, com muitos estádios apresentando lotação máxima.

O Brasil vai ser anfitrião dos Jogos Paralímpicos em 2016. Espero que sejam maiores e melhores de aqueles de Londres e que possam mostrar a inclusão que é tão forte no Brasil.

Esperando esse sucesso no ano que vem, já podemos refletir sobre o preconceito, admirar a visão de alguém que entendeu o potencial dos seus pacientes, e lembrar-nos de não impor limitações sobre outros. Cada um de nós tem direito de decidir o que é impossível para nós.

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