OPINIÃO
25/09/2015 00:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:53 -02

De volta a Minas

Montagem/Divulgação

A relação entre o estado de Minas Gerais e o meu país é de longa data.

Ela vem de uma presença forte na mineração, com a criação da mina de ouro de São João del Rey no século 19 - de capital e gestão britânicas e, à época, considerada a maior mina do mundo -, passa por um período de declínio no século 20 (não apenas em Minas, mas também no Brasil e na América Latina) e retoma seu crescimento nos últimos cinco anos.

Desde 2010, os britânicos têm feito enormes investimentos por aqui em setores tão variados, que vão desde a cachaça aos carros, e observado os efeitos dessa retomada.

O número de turistas brasileiros no Reino Unido dobrou e mais de dez mil estudantes foram para Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte pelo programa Ciência Sem Fronteiras.

Por isso, é com enorme prazer que inauguramos nesta semana o Consulado Geral Britânico em Minas Gerais, na presença do ministro Hugo Swire, encarregado do Foreign Office para a América Latina. Uma prova da grande importância de Minas e de cidade de Belo Horizonte para o Reino Unido.

A relação tem vários elementos: esporte, educação, pesquisa e comércio.

Na área esportiva, destaque para a presença de inúmeros atletas britânicos no estado, utilizando as excelentes instalações do Minas Tênis Clube, do Cruzeiro e da UFMG para treinar e se preparar para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, no ano que vem; e para o renascimento do rúgbi no estado.

Com ajuda do British Council, o nobre esporte levado a Minas pelos meus compatriotas há mais de um século ganha cada vez mais adeptos mineiros.

Na educação, é com alegria que olhamos para os números de estudantes mineiros no Reino Unido enviados ao meu país pelo programa Ciência Sem Fronteiras.

Minas Gerais fica atrás apenas de São Paulo.

Também temos iniciativas com o Estado na área da educação técnica.

Por meio do projeto piloto chamado 'Skills Wihthout Borders', estudantes de ensino técnico de Minas Gerais terão a oportunidade de estudar em instituições britânicas da área.

Já no âmbito do Fundo Newton, nosso fundo para colaboração bilateral em ciência e inovação, Minas Gerais tem mostrado sua vocação para pesquisa de excelência mundial: já estamos cooperando em seis diferentes projetos e possibilitando parcerias, por exemplo, entre UFMG e Imperial College em medicina.

O potencial de Minas é incrível e vai além de Belo Horizonte. Dentre os seis projetos, dois são liderados pela Universidade Federal de Viçosa (pecuária) e um pela Universidade Federal de Ouro Preto (vacinas).

Também não podemos deixar de falar do comércio, com a presença de várias empresas britânicas de grande porte no estado, como BP Biocombustíveis e Anglo American.

Além disso, vale ressaltar a quantidade significativa de colegas mineiros e mineiras que fazem parte da rede diplomática britânica no Brasil, todos insistindo que o pequi mineiro é o mais gostoso do Brasil, e que Belo Horizonte é também a cidade capital de futebol brasileiro...

Ou seja, há muitas razões para fortalecer a relação entre o Reino Unido e Minas Gerais.

Abrir o consulado em Belo Horizonte é uma expressão da nossa ambição para a cidade e o estado de Minas, e da nossa confiança no futuro. Temos razões de sobra para esta confiança.

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