OPINIÃO
18/03/2015 17:37 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:19 -02

Contribuindo para construir um mundo mais próspero

Uma tendência da última década tem sido o rápido aumento da prosperidade em muitas partes de mundo, desde a China até a América Latina. Um resultado foi uma redução notável da pobreza, por exemplo, no Brasil: segundo o Mapa da Fome 2013, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), o país conseguiu reduzir a pobreza extrema em 75% entre 2001 e 2012. Uma conquista notável.

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Uma tendência da última década tem sido o rápido aumento da prosperidade em muitas partes de mundo, desde a China até a América Latina. Um resultado foi uma redução notável da pobreza, por exemplo, no Brasil: segundo o Mapa da Fome 2013, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), o país conseguiu reduzir a pobreza extrema em 75% entre 2001 e 2012. Uma conquista notável.

Mas a luta global contra pobreza não terminou. Ainda hoje, três milhões de crianças morrem de subnutrição todos os anos, e mais de um terço da África não possui acesso a água limpa. Isso é praticamente a população do Canadá e dos Estados Unidos juntas.

O que é chocante é que isto é completamente evitável e desnecessário. O Reino Unido acredita que os países mais desenvolvidos têm a obrigação moral de combater a pobreza em um mundo onde mais de um bilhão de pessoas vivem com menos de um dólar por dia: o preço de um cafezinho. O Governo Britânico acredita, também, que pode contribuir para construir um mundo mais próspero, o que é do interesse de todos.

Junto às medidas necessárias em nível doméstico para reduzir a pobreza nos países mais pobres, e o aproveitamento de diferentes formas de financiamento que vão para os países de baixa renda, mudanças de políticas e mobilização de recursos internos também interessam. Na última semana, o Projeto de Lei sobre Desenvolvimento Internacional relativo à Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA, na sigla em inglês), foi aprovado em ambas casas do Parlamento Britânico e, em breve, se tornará um decreto. Tal feito significa que o compromisso do Governo do Reino Unido de investir 0,7% do PIB - cerca de R$ 11 bilhões apenas em 2015 - tornando o país uma das cinco nações no mundo cumprindo esse compromisso histórico - e o primeiro do G7 a fazê-lo.

Este esforço é um compromisso de sociedade britânica, disposta a apoiá-lo mesmo durante um período de grandes cortes em gastos públicos em outras áreas. Reflete uma solidariedade societal, e um desejo de tornar um compromisso bem antigo, de dedicar 0,7% do PIB na Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA) que foi firmado há 45 anos, em uma resolução de 1970 da Organização das Nações Unidas.

O Reino Unido não pode acabar com a pobreza sozinho. Essa missão exige um esforço global, em parceria com o Brasil e outros países. No entanto, ter fixado metas claras e assumido o compromisso de cumpri-las, foi um bom começo.