OPINIÃO
14/07/2014 09:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

Heróis igual

Mientras escrevo buzinas e fogos de artifício estão sonando. Estão festejando este subcampeonato. "Heróis igual" foi a capa da revista El Gráfico em 1990. Os jogadores de hoje também são heróis.

PEDRO UGARTE via Getty Images
Argentina's forward and captain Lionel Messi reacts after his team lost the 2014 FIFA World Cup final football match between Germany and Argentina at the Maracana Stadium in Rio de Janeiro on July 13, 2014, after forward Germany's Mario Goetze scored during extra time. AFP PHOTO / PEDRO UGARTE (Photo credit should read PEDRO UGARTE/AFP/Getty Images)

Ninguém ri sinceramente. Ninguem pode ficar contente porque o sonho era ser campeões. Estivemos perto de alcançar aquele sonho. Alemanha foi um time completo, táctica e tecnicamente e não vou falar que eles mereciam ser campeões porque seria politicamente correcto. Estou desiludido, com essa dor esportiva de sentir que estivemos a 8 minutos de provar a sorte dos pênaltis, e talvez de ser campeões do mundo.

¿Que posso falar destes dias em meu pais? Somos apaixonados e esperamos por muito tempo este momento. Para mim foi a primeira vez. Deixamos todas as rotinas de lado porque em nossa agenda só existia uma coisa: a final do mundo. Homens, mulheres, crianças, todos falando de times, jogadores, até de tácticas. Minha irma opinando de futebol é uma coisa incrível que só acontece a cada muito tempo. Nos, argentinos, chegamos a um estado de emoção porque não esperávamos isto apesar de sempre ter as esperanças.

O time que foi para Brasil era super ofensivo com os chamados 4 fantásticos (Messi, Di María, Aguero e Higuain). Muito dependente do craque de Barcelona e com importantes problemas defensivos. Ninguem esperava muito e chegamos ate o final. Como chegou Holanda na África do Sul, como Itália em 2006. Terminamos a copa valorizando a defesa, a táctica, a importância do treinador. Messi foi importante mas não indispensável. Fomos defensivos, muitas vezes jogamos bem, mas não bonito. Jogamos como somos. Não sempre os melhores. Mas esta vez estivemos tao perto de conseguir...

Tinhamos que jogar perfeito e só faltou eficácia. Higuain no primeiro tempo e Palacio não aproveitaram as chances de gol. E eles aproveitaram a sua. Então ganharam 1-0. E agora vamos a escutar novamente aquela frase que diz: o futebol é um esporte de 11 contra 11 e sempre ganha Alemanha. Rir de nós. Competir. Algo assim.

Não conseguia imaginar Lio Messi levantando a taça... mas sonhaba e esperava esse momento. A imprensa dizia que só faltava levantar a taca para ser como Maradona. Queria que fosse campeão. Não aconteceu porque as coisas são assim. Agora as chuvas de criticas sobre a personalidade, muitas coisas. Messi não é Maradona. Não tem importância comparar. Foi a esperança do sonho argentino e nem sempre podemos ganhar.

Brasil 2014, vou lembrar sempre de você. A copa dos torcedores caminhando em Copacabana, llenando de cores os aeroportos e os pontos turísticos das cidades. A copa da alegria com um pais que sente o futebol acaso como ninguém. O mundo mágico acabou e agora temos que voltar ao dia a dia, ao trabalho, a nosso time do bairro do futebol doméstico.

Argentina-Alemanha 2014 enterrou as nostalgias de Itália 90. Crescemos. Estamos madurando. Entendemos o choro dos adolescentes e também os negócios da FIFA e dos organizadores. Igualmente festejamos e nos emocionamos com a copa do mundo. Mientras escrevo buzinas e fogos de artifício estão sonando. Estão festejando este subcampeonato. "Heróis igual" foi a capa da revista El Gráfico em 1990. Os jogadores de hoje também são heróis.

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