OPINIÃO
22/06/2014 10:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:44 -02

Feijoada e Messi em Salvador

Me falam que em Buenos Aires está 5º graus. !Viva Bahia! Cheguei a Salvador o dia 19 de noite, fugindo das chuvas de Rio de Janeiro. Me recebeu em sua casa o primo da minha enamorada, Jorginho, que mora perto do Arena Fonte Nova, aquela coisa grande e moderna que construirão para a Copa.

Dois bahianas me receberão com fitinhas de Nossa Senhora de Bonfim no aeroporto. Ai mesmo jantei. Meu prato chamado churrasco trazia arroz, feijão - preto, marrão, não sei a diferença, mas e gostoso. E não sei por que na Argentina não temos a costume de comer isso -, linguiça (nosso chorizo) carne e frango. De tomar um chá gelado de pêssego. Logo peguei um taxi e dormi cedo.

Os torcedores continuam invadindo aeroportos, pontos turísticos e cidades brasileiras. Escutei que dez mil holandeses chegarão a Salvador para o jogo contra a Espanha, aquele inesquecível 5-1. Na conexão para Salvador, em Belo Horizonte, torcedores de Argelia repetiam alegremente "one, two, three, viva la Argelie". Uruguaianos disfrutabam a vitoria pela Inglaterra "Uruguai nomás" com aquele acento tão característico (só faltaba o chimarrão). Quando cheguei a Salvador a mesma coisa: torcedores de França, Costa de Marfim, Alemanha, Uruguai, Chile e assim.

No dia seguinte, 20 de junho assisti a meu primeiro jogo como torcedor na Arena Fonte Nova. Lá e tudo grande, elegante, com vendedores ambulantes acreditados. Voluntários locais trabalhando para a FIFA com a camisa azul de Adidas. Torcedores amigáveis fazendo barulho, cantando e tirando fotos aqui e filmando lá. Consegui meu assento na categoria 3 logo de varias voltas, detrais de um dos arcos, encima de tudo. E a vista e bem legal. Acho que estes estádios modernos são todos assim.

A Marsellesa e uma música bonita. Ponto a favor da França. Mas as mulheres suíças são bonitas também. Então estamos equilibrados. O que não foi equilibrado foi o jogo. Franca ganhou 5-2.

Depois a estreia como torcedor, chegou o dia de Argentina em Belo Horizonte. Não sabia onde assistiria ao jogo. Finalmente foi em casa de uns tios de Jorginho - bahianos, atenciosos - que me convidarão uma excelente feijoada. Uma quantidade de comida que não acredito! Eu sei, eles torceram por Irã, ¿mas que pretendo? Invadindo sua casa, provando sua comida típica, e ainda que eles gostem da celeste e branca. Argentina - de novo - não jogo bem. Irã parecia um exercito no frente de batalha, esperando os inimigos. Mas como temos um menino que joga bola, faltando poucos minutos, outro golaço deu a vitoria e a classificação.

Os brasileiros acham Messi um jogador excepcional. A mesma coisa com o ataque argentino. E eles criticam o time brasileiro, criticam o Fred, os laterais. Entendi. Na Argentina e a mesma coisa. Nosso time tem que ser o melhor, no caso contrario não tem jeito. Antes do jogo, na sobremesa, falamos de coisas de nossos países. Coincidimos na corrupção dos políticos, nos diferenciamos com alguns costumes, uma delas a comida.

Logo do gol de Messi Salvador, fui para o Pelourinho andando. Subindo e baixando. Chovia e parava. Aqui na Bahia e época de chuvas. Tirei as típicas fotos e algumas extras com a decoração das festas de São João. Desci pelo Elevador Lacerda e fui ao mercado. Por ultimo, comprei um presente para minha enamorada brasileira que me espera em Buenos Aires: uma canga verdeamarela.

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