OPINIÃO
10/07/2014 09:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

As mãos do goleiro Romero, as mãos do povo argentino

FABRICE COFFRINI via Getty Images
Argentina's goalkeeper Sergio Romero reacts after saving a penalty by Netherlands' midfielder Wesley Sneijder during the penalty shoot-out following extra time during the semi-final football match between Netherlands and Argentina of the FIFA World Cup at The Corinthians Arena in Sao Paulo on July 9, 2014. AFP PHOTO / FABRICE COFFRINI (Photo credit should read FABRICE COFFRINI/AFP/Getty Images)

Antes de tudo, quero dizer que ontem torci por vocês. Para ter a chance de uma final Argentina-Brasil, acontecimento esportivo que supera qualquer filme de Hollywood. Não comemorei sua derrota sua e menos os sete gols. Já discuti com amigos sobre o folclore e a rivalidade esportiva. Só isso, folclore e rivalidade esportiva.

Agora bem, a emoção de voltar a uma final de copa depois de 24 anos é grande. Não lembro quase nada de Itália 90, a ultima vez que Argentina chegou lá. Só de comprar figurinhas no quiosque perto de casa. Tinha 4 anos. Maradona jogava e hoje sua camisa 10 é ocupada por Lio Messi. Tinhamos a Goycochea e agora a Chiquito Romero. Vi tantas vezes o filme da copa "Héroes II" que ainda lembro relatos, musica e jogadores. Hoje a historia e outra porque vivo em tempo real a emoção de ter novamente meu pais nesta instancia.

Desde ontem em Buenos Aires, vi o jogo em casa com minha família. Não gosto da multidão falando e gritando. Foi um jogo de xadrez. Isso foi. E ganhamos com o ultimo recurso, os pênaltis. Quase tão importante como aqueles pênaltis contra Inglaterra em Franca 98.

Semifinal Argentina x Holanda - Melhores lances


¿Se sofri? Claro. Quando Robben acelerou faltando pouco e Mascherano se estirou para enviar a bola ao escanteio, senti escalofrios. Homem de borracha pensei. E coração do time. Demichelis foi tão criticado nestes quatro anos que agora o time nacional lhe da uma nova oportunidade. E quando Maxi Rodriguez foi a patear aquele pênalti lembrei a definição da Taca Libertadores com Atlético Mineiro. Aquela vez errou. Hoje a historia é diferente, a bola deu na trave e entrou. Ganhamos pela convicção e desejos de voltar a um lugar que Argentina merece. As mãos do goleiro são as mãos do país.

As buzinas dos carros ainda estão ardendo nas ruas. Plaza San Martin e Obelisco no centro portenho estão cheios de torcedores, dos velhos e dos novos que nunca viram o time na final. Em Buenos Aires, em cada canto do país estamos festejando. Nem se imaginam os jogadores as alegrias que dão ao povo só com jogar futebol. Desde a última pessoa de Jujuy ate o frio sul argentino. !Vamos Argentina carajo!

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