OPINIÃO
08/07/2014 10:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:36 -02

Gol ou não gol, eis a questão

O que me parece é que o acontecimento do gol está sendo mais uma questão cósmica que de justiça esportiva. Como se o gol estivesse chateado pelas manifestações, pela atitude grosseira da polícia, pelos inentendíveis quebra-quebras.

ODD ANDERSEN via Getty Images
Germany's goalkeeper Manuel Neuer retrieves the ball from the goal net during a team training session at The Mineirao Stadium in Belo Horizonte on July 7, 2014 on the eve of their 2014 FIFA World Cup semi-final against Brazil. AFP PHOTO / ODD ANDERSEN (Photo credit should read ODD ANDERSEN/AFP/Getty Images)

Na moral, eu não faço ideia se o Shakespeare gostava de futebol, se jogava pelada nos momentos de lazer, ou se alguma vez escreveu alguma peça cujo o assunto central fosse o futebol, os torcedores, a máfia. O que sei é que a Inglaterra fez ao mundo acreditar que foram eles quem inventaram o futebol, a bola, as regras e tudo mais. Ainda bem que uma vez Litto Nebbia, revoltado pela injustiça do mundo, cantou: "a história é escrita pelos vencedores, isso quer dizer que existe outra história". Pois é. Sempre foi assim, seja o assunto que fosse. Infelizmente, continuará assim depois da minha morte.

Inglaterra como país colonizador sempre escreveu a história segundo seus interesses e alianças políticas. Ela sempre aproveitou a força econômica para se apropriar e colonizar a vida, o pensamento, o sentimento, a cultura, as ideias e tudo o que servisse para perpetuar sua postura colonial escravizadora. Esse tipo de atitude é não só da Inglaterra, senão de todo país colonizador que impõe sua forma de pensar a outros países mais débeis, com poucos recursos e, portanto, fáceis de expropriar tudo o que tivessem de melhor.

Na etapa final desta Copa o gol parece preguiçoso, indeciso ou caprichoso. Sei lá. O que me parece é que o acontecimento do gol está sendo mais uma questão cósmica que de justiça esportiva. Assim, por exemplo, nas oitavas houve mais pênaltis que outra coisa. Como se o gol estivesse chateado pelas manifestações, pela atitude grosseira da polícia, pelos inentendíveis quebra-quebras.

Por sorte nas quartas de final a presença da América Latina foi superior ao da Europa; dos 8 times, só 3 europeus. Mas agora, nas semi o assunto está mais igualado: 2 e 2. A Copa acaba neste domingo e tudo vai voltar à normalidade: trabalho, sexo e rock & roll. O único que desejo é que não esqueçam do Brasil após a Copa. Nem do Brasil nem dos outros países latino-americanos, que, por sua vez também, estão precisando de melhoras em saúde, educação, transporte e sobretudo erradicar a corrupção. Por tudo isso e mais, desejo que a Copa fique por aqui e, de uma vez por todas, a história comece a ser escrita por nós.

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