OPINIÃO
05/09/2015 10:52 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

UFC 191: Confira nossos palpites para as principais lutas

Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images
LAS VEGAS, NV - SEPTEMBER 04: Demetrious Johnson steps onto the scale during the UFC 191 weigh-in inside MGM Grand Garden Arena on September 4, 2015 in Las Vegas, Nevada. (Photo by Josh Hedges/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

O evento não conta com muito apelo midiático, mesmo que tenha uma disputa de cinturão como atração principal, mas o UFC 191, show programado para este sábado (5), tem ingredientes de sobra para garantir um bom entretenimento aos amantes de MMA. Pesos-pesados, trocadores, promessas e nomes consagrados, não são poucas as credenciais da edição. Por isso, vamos aos nossos palpites, sem delongas.

Demetrious Johnson x John Dodson

Possivelmente, a luta entre entre Demetrious Johnson e John Dodson será a grande barbada da noite, mas não por falta de potencial do desafiante, que tem no campeão dos moscas (57 kg) o seu único algoz dentro do octógono do UFC. Acontece que DJ é, de fato, o cara. Com uma mistura rara de jogo de pernas, velocidade, precisão dos golpes, força e wrestling afiado, o campeão deve sobrar (mais uma vez).

Como de costume, seu jogo deve ser traçado para envolver o rival, desgastá-lo o quanto for possível com golpes certeiros e exigir ao máximo do preparo físico, quesito em que ele sobra, e onda mora o perigo, ao menos na teoria, para o potente Dodson que, como diz a regra, tende a perder força e explosão com o passar dos rounds. Ou seja, fugindo da patada atômica do desafiante, o campeão clincha, gruda no chão, levanta, chuta e clincha de novo, quantas vezes forem necessárias para levar, possivelmente, na decisão dos jurados.

Andrei Arlovski x Frank Mir

Rapaz, luta entre peso-pesado é sempre aquela história: quando uma mão entra... Mas, curiosamente, de um lado o bielorrusso Andrei Arlovski esbanja melhor jogo de pernas e refino técnico na trocação, embora um queixo e poder de absorção de golpes duvidoso, enquanto do outro Frank Mir tem chão exuberante (maior finalizador da história da categoria no evento), mas o passar dos anos lhe roubou poder físico fato que, imagino, aumentou suas apostas em busca de uma definição rápida (via mata-cobras) de seus combates.

Por isso, com a loteria em jogo, tenho que apostar de forma racional e optar pelo volume e técnica do sempre rabujento Arlovski diante da potência do americano. Nocaute, possivelmente ainda no primeiro assalto.

Anthony Johnson x Jimi Manuwa

O duelo entre os meio-pesados (93 kg) é de encher os olhos. Técnica, poder de nocaute, explosão e extinto assassino são características de ambos, o que pode ser visto pelo currículo dos envolvidos. Mas acontece que, colocando cada um dos itens citados lado a lado, a vantagem é de Anthony Johnson, que tem tudo para sobrepujar o duro Jimi Manuwa.

O inglês, por sinal, tem ferramentas para endurecer o combate. Evitar o corpo a corpo, trabalhar com chutes baixos e apostar na manutenção de distância como forma de evitar os cruzados mortíferos do rival deve ser uma boa tática mas, no entanto, com tempo de luta superior, AJ deve achar o caminho e, se não inventar de jogar para garantir a vitória a todo custo (visto que vem de derrota), anotar um novo KO.

John Lineker x Francisco Rivera

Facilmente um TOP 3 dos pesos-moscas (57 kg), John Lineker passará a ser o menor entre os galos (61 kg), território onde encontrará rivais com maiores poder de calibre do que na divisão de baixo e com poder de absorção melhor pra lidar com seus temidos ganchos de esquerda.

Dito isto, serei cético quanto à reestreia do brasileiro na divisão em que se tornou campeão no Jungle Fight anos atrás. Maior, com mais envergadura, acostumado a atuar nesta divisão e com o preparo físico em dia, Rivera deve ser um desafio maior do que o boxe afiado de Lineker deve aguentar neste sábado, e prevejo uma vitória americana por pontos.

Jéssica Andrade x Raquel Pennington

Poucos lutadores evoluíram tanto em tão pouco tempo como a brasileira Jéssica 'Bate-Estaca', que poderá colocar isso à prova em uma revanche contra Raquel Pennington. Se no primeiro encontro a paranaense venceu por decisão dividida, a tarefa deve ser consideravelmente mais fácil.

A começar pela força física aliada ao ground pound bem trabalhado, armas que podem dar trabalho para praticamente todas as rivais da ainda carente divisão dos pesos-galos (61 kg). Com poucos nomes de real expressão o topo, Jéssica pode muito bem fazer sua carreira com calma lutando om atleta menos ranqueadas, como Raquel, e ganhar tempo para evoluir tecnicamente, como tem feito. Vitória por pontos da brasileira após mais um show de agressividade.