POLÍTICA
08/01/2019 16:01 -02 | Atualizado 08/01/2019 16:01 -02

Familiares de Queiroz, internado no Albert Einstein, faltam a depoimento

Filhas e esposa de ex-assessor de Flávio Bolsonaro também trabalharam para o parlamentar e aparecem no relatório do Coaf.

Reprodução/SBT
Amigo da família Bolsonaro passa por tratamento de câncer no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Familiares do policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), senador eleito pelo Rio de Janeiro, faltaram a depoimento marcado para esta terça-feira (8) para esclarecer movimentações financeiras investigadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

A defesa de Nathalia e Evelyn Queiroz, filhas de Fabrício, e de Marcia Aguiar, esposa do ex-assessor, alegou que elas estão acompanhando Queiroz, internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para tratamento de câncer.

O amigo da família Bolsonaro faltou a 2 depoimentos marcados em dezembro. Na segunda vez, o advogado informou que ele "precisou ser internado na data de hoje para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos", segundo nota do MP.

Integrante do gabinete do filho do presidente eleito na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até outubro de 2018, o motorista fez movimentações financeiras suspeitas no valor de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017, segundo relatório do Coaf.

As transações foram consideradas atípicas. Na época, Queiroz recebia da Alerj um salário de R$ 8.517 e acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar.

Entre as movimentações suspeitas está um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama. De acordo com o presidente eleito, o valor refere-se ao pagamento de uma dívida.

As duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, e a esposa, Marcia, também foram citadas nas movimentações. Todas já foram lotadas no gabinete de Flávio, na Alerj. Nathalia também foi lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados, onde estava até novembro.

Flávio Bolsonaro nega ter cometido qualquer irregularidade e tem dito que é o assessor quem deve se explicar. Ele foi chamado para depor na próxima quinta-feira (10). Jair Bolsonaro tem adotado a mesma postura.

Queiroz, por sua vez, em entrevista ao SBT, disse que "fazia dinheiro" com a compra e revenda de carros, mas afirmou que só prestaria esclarecimentos detalhados à Justiça.