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07/01/2019 16:58 -02 | Atualizado 07/01/2019 18:29 -02

Maioria dos brasileiros apoia educação sexual nas escolas, diz Datafolha

Pesquisa também aponta que 71% defendem que assuntos políticos sejam tratados em sala de aula - o que vai contra projeto Escola sem Partido.

PhotoAlto/Frederic Cirou via Getty Images

Na contramão do que movimentos conservadores defendem com projetos como o Escola sem Partido, a maioria dos brasileiros apoia que temas como sexualidade e assuntos políticos sejam debatidos nas escolas do País.

Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (7), 54% dos brasileiros concordam que educação sexual deve ser debatida em sala de aula, enquanto 44% discordam e 1% não opinou sobre o tema.

A tendência de apoio é maior entre as mulheres, com 56% delas defendendo o debate sobre educação sexual na escola contra 52% dos homens. Considerando a margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos, contudo, os grupos têm posição equivalente.

A pesquisa ouviu 2.077 pessoas em 130 municípios entre os dias 18 e 19 de dezembro de 2018.

Apesar de ter a aceitação da maioria, quando se tratam dos "extremos", há um equilíbrio: enquanto 35% das pessoas concordam totalmente que o tema seja debatido nas escolas, os que desaprovam totalmente também somam 35%. A oposição total ao tema só é superior em dois grupos: os que dizem ter votado no presidente eleito Jair Bolsonaro (54%) e entre os evangélicos (53%).

Bolsonaro, que é apoiador do movimento Escola sem Partido já afirmou que "quem ensina sexo para a criança é o papai e a mamãe".

Segundo a pesquisa, cerca de 71% dos entrevistados também apoiam a presença de assuntos políticos nas escolas, enquanto 28% discordam - sendo que 54% do total de entrevistados apoiam totalmente que o tema seja debatido.

O Datafolha ainda mostra que o apoio a esse tema é maior de acordo com a escolaridade dos entrevistados. Entre os que tem ensino superior, 83% concordam com a afirmação de que o tema deve estar presente nas escolas. Já entre os 28% que se opõem, 20% dizem discordar totalmente e 8% discordam parcialmente.