POLÍTICA
02/01/2019 16:51 -02 | Atualizado 11/01/2019 08:06 -02

Novo ministro da Saúde defende redução de gastos e foco na atenção básica

Médico e ex-deputado, Mandetta quer "terceiro turno" nos postos de saúde para atender trabalhador.

Leonardo Prado/Câmara dos Deputados
Novo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta promete

Na cerimônia que o empossou como ministro da Saúde nesta quarta-feira (2), o médico ortopedista e ex-deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) prometeu "moralidade no gasto público".

"Para onde vamos agora? Vamos para a redução de gastos", afirmou. "Cada centavo economizado por este ministério irá para seu objeto-fim, que é a assistência. Não dá para gastar dinheiro sem saber. Trata-se de um ministério muito grande, com orçamento muito grande. É muito fácil esquecer que R$ 1.000 é muito dinheiro", completou Mandetta.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem dito que não irá ampliar os recursos destinados ao SUS (Sistema Único de Saúde). De acordo com o novo ministro, sua gestão irá priorizar a atenção básica.

"Tenho compromisso integral com a atenção básica. Será a maior revolução da história da atenção básica brasileira", afirmou Mandetta, que defendeu a criação de um "terceiro turno" nos postos de saúde, "para atender quem sai muito cedo ou volta muito tarde do trabalho".

O ministro também pediu "atenção" ao Programa Nacional de Imunização (PNI). "Não pode uma criança não ser vacinada porque um adulto relativiza a sua responsabilidade", disse, citando o ressurgimento de casos de sarampo no País.

O discurso de Mandetta durou cerca de uma hora, mas o ministro usou mais da metade desse tempo para falar de sua trajetória na política e na medicina e fazer agradecimentos. Ele recebeu o cargo do ex-ministro Gilberto Occhi, que comandou a pasta por 9 meses, de abril a dezembro.

Saúde indígena

O ministro também afirmou que pretende "reestruturar" a saúde indígena junto à ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, responsável também pela Funai (Fundação Nacional do Índio), Damares Alves, presente na cerimônia.

"Iremos fazer um debate. Não está bom da maneira como está estruturado, temos quase um sistema de saúde paralelo, improvisado, sem os devidos controles por parte do Estado", disse.

"Acho que já erramos muito em 500 anos de história com as populações indígenas. Vamos tratar os índios como personagens e cidadãos do seu tempo", completou o ministro.