POLÍTICA
02/01/2019 20:50 -02 | Atualizado 02/01/2019 21:10 -02

Ministro da Educação de Bolsonaro diz que vai combater 'marxismo cultural'

"Trata-se de ideologia materialista alheia aos nossos valores de patriotismo e de visão religiosa", disse Ricardo Vélez Rodríguez.

Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Ricardo Vélez Rodríguez também defende a ampliação dos colégios militares.

Ricardo Vélez Rodríguez assumiu nesta quarta-feira (2) a chefia do MEC (Ministério da Educação) no governo Jair Bolsonaro (PSL) e afirmou que vai combater o "marxismo cultural" nas escolas e universidades do País.

"Combateremos o marxismo cultural, hoje presente em instituições de educação básica e superior. Trata-se de uma ideologia materialista alheia aos nossos mais caros valores de patriotismo e de visão religiosa", afirmou Rodríguez.

"Não permitiremos que pautas nocivas aos nossos costumes sejam impostas ao País com a alegação de que se trata de temas adotados por agências internacionais", continuou.

Recentemente, Bolsonaro criticou no Twitter o que chamou de "lixo marxista". "Uma das metas para tirarmos o Brasil das piores posições nos rankings de educação do mundo é combater o lixo marxista que se instalou nas instituições de ensino. Junto com o Ministro de Educação e outros envolvidos vamos evoluir em formar cidadãos e não mais militantes políticos", escreveu, no dia 31 de dezembro.

Nesta quarta-feira, o post foi repetido, mas em inglês.

Prioridade para educação básica

O novo ministro afirmou que a prioridade do MEC será a educação básica (ensino infantil ao médio) e o combate ao analfabetismo, com a criação da Secretaria de Alfabetização.

"Estamos dando os primeiros passos em uma jornada cujos objetivos são atender os anseios da nação brasileira. Trabalharemos intensamente para que, com apoio da família e da sociedade, a educação possa promover a afirmação das nossas crianças, jovens e adultos, seja para exercer seus direitos como cidadãos, seja para atuarem em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo", disse Rodríguez.

Ele defende, ainda, a ampliação de colégios militares e disse, na terça-feira (1º), que o MEC terá uma subsecretaria responsável por iniciativas cívico-militares.

Rodríguez é filósofo e professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Ele recebeu o cargo de Rossieli Soares que, por sua vez, assume a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, no governo João Doria (PSDB).

Extinção da Secretaria de Diversidade

O novo ministro extinguiu a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), que era responsável por desenvolver ações e programas voltados à educação especial, educação no campo e educação escolar indígena e quilombola.

Pelo Twitter, Bolsonaro comentou a extinção da Secretaria de Diversidade.