POLÍTICA
02/01/2019 13:35 -02 | Atualizado 02/01/2019 20:05 -02

Enviado de Trump diz que Brasil e EUA trabalharão contra regimes autoritários

Mike Pompeo criticou governos de Cuba, Venezuela e Nicarágua após reunião com o novo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo.

Reuters
Mike Pompeo (esq), secretário de Estado dos EUA, se reuniu com o chanceler Ernesto Araújo.

Enviado de Donald Trump para acompanhar a posse de Jair Bolsonaro (PSL), o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, defendeu nesta quarta-feira (2) uma cooperação entre Brasil e Estados Unidos contra governos autoritários no mundo.

"Pude testemunhar uma transição pacífica de poder, e isso não acontece no mundo todo. As pessoas em Cuba, Venezuela e Nicarágua não têm essa oportunidade. Vamos trabalhar contra esses governos autoritários", afirmou Pompeo após reunião com o novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, no Palácio do Itamaraty. Ele não deu detalhes de como seria essa cooperação.

Os 3 países citados pelo representante de Trump não foram convidados para a posse de Bolsonaro.

Em relação à Venezuela, que vive uma grave crise política e econômica, Pompeo disse que EUA e Brasil compartilham um "profundo desejo" de que a o país volte a ser uma democracia. Quanto a Cuba, lembrou o aniversário da Revolução Cubana neste 1º de janeiro.

"A repressão política em Cuba faz 60 anos, e tivemos oportunidade de falar das ameaças na Venezuela e do nosso desejo profundo de devolver a democracia ao povo venezuelano", afirmou.

"Ordem internacional diferente"

Questionado sobre se não seria "excessivo" o alinhamento do governo Bolsonaro com a política de Trump, Araújo respondeu que o Brasil está, na verdade, "se realinhando" com a vontade do povo.

"O Brasil está se realinhando consigo mesmo, com seus valores e com o povo brasileiro. Nos aproximaremos de grandes e pequenos países que comungam desses ideais", afirmou o ministro, que tomará posse oficialmente na tarde desta quarta-feira.

"Temos várias ideias concretas que estão sendo discutidas. Ao mesmo tempo, trocamos ideias sobre nossas visões de mundo e como trabalhar junto por uma ordem internacional diferente", completou. "O Brasil tem que se colocar como um país grande, e um país grande não precisa renunciar a seus valores para criar oportunidades econômicas e comerciais", concluiu o chanceler.

Com informações da Agência Brasil