LGBT
27/12/2018 10:02 -02 | Atualizado 27/12/2018 10:02 -02

Suspeito de matar gay em São Paulo confessa crime, mas nega homofobia

O cozinheiro Fúvio Rodrigues de Matos alegou legítima defesa.

HuffPost Brasil
O cabeleireiro Plinio Henrique de Almeida Lima, 30 anos, foi morto a facadas

Legítima defesa. Esse foi o argumento do cozinheiro Fúvio Rodrigues de Matos, 32 anos, preso na terça-feira (25), suspeito de matar na última sexta-feira (21) Plínio Henrique de Almeida Lima, 30 anos. Investigado por ofender, esfaquear o cabeleireiro, Matos confessou o crime, mas negou motivação homofóbica.

Segundo ele, houve um mal-entendido por causa de uma brincadeira e começou uma confusão. Ele afirmou em depoimento, segundo a Folha de S.Paulo, que tinha saído do trabalho e ia com um colega para o metrô. No caminho, disse ter dito ao colega quando começou a chover: 'corra que nem homen'. "Nesse momento, uns quatro rapazes passavam por mim e um deles, esse com o qual eu briguei logo depois, me disse: 'você está falando comigo?'.

Plínio estava acompanhado do marido e de um casal de amigos gays quando foi esfaqueado. Matos afirmou que foi cercado e que um deles rasgou uma lata e passou perto dele. "Então, eu levantei a mão e passei no peito dele, passando um canivete que eu levava na bolsa. Eu saí andando e os outros vieram para cima de mim, correndo."

Ainda segundo informações da Folha de S.Paulo, Matos disse em depoimento que não queria confusão e está arrependido pelo que aconteceu. Matos foi localizado por causa de imagens de câmeras de segurança, que gravaram a discussão, mas não a agressão. O cozinheiro deverá ser indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil, como o caso foi registrado.

Ao G1, o marido de Plínio, Anderson de Souza Lima, cobrou justiça. "Para mim é difícil, muito difícil porque o Plínio era tudo para mim. Mas o que a gente quer mesmo é justiça. E espero que seja feita. Espero não, vai ser feita."

Segundo Marco Antonio Marcondes Junior, 21 anos, um dos amigos que estava com Plínio, o cozinheiro e o colega os insultaram. "Eles estavam atrás, começaram a zoar, xingar de veado, essas coisas. Depois ultrapassaram a gente e continuaram a ofender. Foi quando o Plínio foi tirar satisfação", disse ao jornal O Globo.

O caso foi registrado no 78º Distrito Policial (Jardins).