POLÍTICA
21/12/2018 17:06 -02 | Atualizado 21/12/2018 17:59 -02

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro falta a depoimento pela 2ª vez

Cadê o Queiroz?

ASSOCIATED PRESS
Advogado informou que Queiroz “precisou ser internado na data de hoje para realização de procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado posteriormente”, segundo nota do Ministério Público do Rio. Na foto, Jair e Flávio Bolsonaro.

O policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), senador eleito pelo Rio de Janeiro, faltou pela segunda vez nesta semana a depoimento marcado para esclarecer movimentações financeiras investigadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

O amigo da família Bolsonaro era esperado na sede do Ministério Público do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (21), mas não compareceu. O advogado de Queiroz informou que ele "precisou ser internado na data de hoje para realização de um procedimento invasivo com anestesia, o que será devidamente comprovado, posteriormente, através dos respectivos laudos médicos", segundo nota do MP.

O assessor também alegou motivos médicos para faltar ao depoimento na última quarta-feira (19).

Integrante do gabinete do filho do presidente eleito na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) até outubro de 2018, o motorista fez movimentações financeiras suspeitas no valor de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017, segundo relatório do Coaf.

As transações foram consideradas atípicas. Na época, Queiroz recebia da Alerj um salário de R$ 8.517 e acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar.

Entre as movimentações suspeitas está um cheque de R$ 24 mil para Michelle Bolsonaro, futura primeira-dama. De acordo com o presidente eleito, o valor refere-se ao pagamento de uma dívida.

Segundo o MP, Flávio Bolsonaro deve ser ouvido em 10 de janeiro, e familiares de Queiroz no dia 8 do mesmo mês. Outros assessores da Alerj também prestarão depoimento, em data a ser marcada.

O senador eleito nega ter cometido qualquer irregularidade e tem dito que é o assessor quem deve se explicar. A mesma postura tem sido adotada por Jair Bolsonaro.