MULHERES
17/12/2018 08:38 -02 | Atualizado 17/12/2018 08:46 -02

Defesa quer prisão domiciliar para João de Deus

A expectativa é o habeas corpus seja ajuizado ainda nesta segunda-feira (17). Em depoimento, João de Deus negou as acusações.

EVARISTO SA via Getty Images
O médium prestou no domingo (16) depoimento por mais de 3 horas na delegacia em Goiânia, negou as acusações e apresentou sua versão sobre as denúncias.

O advogado do médium João de Deus, Alberto Toron, defende que o pedido de prisão preventiva do cliente seja revertido em domiciliar com tornozeleira. O médium denunciado por mais de 300 mulheres por abuso sexual se entregou à polícia na tarde de domingo (16) e passou sua primeira noite da prisão.

A expectativa é que Toron entre ainda nesta segunda-feira (17) com o habeas corpus na Justiça. Ele alega o frágil estado de saúde do médium, argumenta que João de Deus passou por tratamento de combate ao câncer e é cardíaco.

O médium se entregou à polícia de Goiás depois de ter sido considerado foragido. O Ministério Público estranhou a movimentação de R$ 35 milhões nas contas bancárias em nome de João após as denúncias. Com isso, o MP e a polícia do estado aceleraram o pedido de prisão.

Ele está preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, denominado Núcleo de Custódia. De acordo com os policiais, João ficaria em uma cela de 16 metros quadrados com cama, pia e vaso sanitário.

Interrogatório

O médium prestou no domingo (16) depoimento por mais de 3 horas na delegacia em Goiânia. O interrogatório terminou por volta das 22h. Ele foi questionado sobre 15 depoimentos de mulheres que o denunciaram por abuso sexual, negou as acusações e apresentou sua versão sobre as denúncias.

Após o interrogatório, João de Deus foi levado para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e depois seguiu para Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Antes do depoimento, o delegado-chefe, André Fernandes, afirmou que o médium seria questionado sobre cada um dos 15 depoimentos, separadamente. Segundo ele, as denúncias envolvem distintos crimes, como os mais variados atentados a costumes e fraudes.

"[Há uma] singularidade de comportamento. Nesses depoimentos há um ato comum, um modus operandi comum. A gente percebe uma igualdade de comportamento."

(Com Agência Brasil)