ENTRETENIMENTO
15/12/2018 00:00 -02

'O Método Kominsky': 5 motivos para assistir à nova sitcom da Netflix

Cria do Midas das sitcons Chuck Lorre, série marca em grande estilo a volta do veterano Michael Douglas à TV após 42 anos.

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Das novas séries que estrearam nos últimos meses na Netflix, O Método Kominsky é certamente uma das melhores. Cria do Midas da sitcom Chuck Lorre,a comédia marca a volta de Michael Douglas à TV após 42 anos e mostra que o astro de 74 continua em grande forma.

Fazendo piada com nosso processo de envelhecimento, O Método Kominsky já foi de cara comparada a outro sucesso da Netflix, Grace and Frankie. Porém, mesmo focando em personagens na terceira idade e apoiado em uma dupla de atores veteranos de respeito, a sitcom de Lorre traz tons dramáticos surpreendentes.

Na trama, o professor de atuação Sandy Kominsky (Michael Douglas) tenta ajudar seu agente de longa data e melhor amigo Norman (Alan Arkin) a superar um momento difícil em sua vida. Ao mesmo tempo ele tem de administrar sua escola de atores, sua vida amorosa e, principalmente, a velhice.

Conheça aqui 5 motivos para não deixar de ver O Método Kominsky:

1. Michael Douglas e Alan Arkin têm muita lenha para queimar

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As interações entre Alan Arkin e Michael Douglas são a alma de "O Método Kominsky".

Uma estrela de Hollywood e um ator de currículo extenso, mas não muito conhecido do grande público. A dupla Michael Douglas e Alan Arkin mostra um entrosamento fora do comum. Contracenando como o professor de atuação Sandy Kominsky e seu agente e melhor amigo Norman, os 2 veteranos mostram que têm muita lenha para queimar.

Longe da TV desde 1976, quando atuou em The Streets of San Francisco, Michael Douglas seguiu os passos de seu pai, Kirk, e se transformou uma estrela do cinema. Seu grande ano foi 1987, quando estrelou 2 sucessos de bilheteria: Atração Fatal e Wall Street. Aliás, como o marcante Gordon Gekko, de Wall Street, ele ganhou o Oscar de Melhor Ator. Já Arkin, que hoje tem 84 anos, faturou a estatueta apenas aos 73 — a de Melhor Ator Coadjuvante com Pequena Missa Sunshine (2006).

2. Um produto com o carimbo de Chuck Lorre

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O roteirista e produtor Chuck Lorre tem séries de grande sucesso no currículo, como "Two and a Half Men" e "The Big Bang Theory".

Autor de 2 dos maiores sucessos da TV nos últimos tempos, Two and a Half Man (2003 – 2015) e The Big Bang Theory, tudo que o roteirista e produtor Chuck Lorre toca vira ouro. O Método Kominsky é bem diferente de suas séries antecessoras, com um clima bem mais agridoce. Mas mesmo com momentos tristes (e tocantes), a série ainda mantém a marca registrada de seu criador: os diálogos afiadíssimos.

3. Grace and Frankie masculina

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Michael Douglas (74) e Jane Fonda (81) brilham em suas séries mesmo já bem veteranos.

A comparação de O Método Kominsky e Grace and Frankie é inevitável. Ambas as séries retratam as aventuras (e desventuras) de pessoas na terceira idade. Além disso, as duas produções contam com a força de duplas de atores veteranos em grande forma. Se em Kominsky Michael Douglas e Alan Arkin brilham, Jane Fonda e Lily Tomlin são a grande força de Grace and Frankie. Ou seja, se você gostou de uma, provavelmente gostará da outra, mesmo com algumas diferenças de "humor" entre elas.

4. Estilo surpreendente

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Nem só de risadas vive "O Método Kominsky"; a série também traz momentos tristes.

Uma característica interessante de O Método Kominsky é que em um momento você está rindo sem parar e logo em seguida toma um gancho de direita com uma situação bem triste. Isso é algo bem incomum para uma sitcom que parece seguir o estilo tradicional desse formato, mas que acaba se assemelhando a comédias mais modernas e existenciais como, por exemplo, a animação BoJack Horseman.

5. Convidados brincam com própria imagem

A vida imita a arte em O Método Kominsky. Tanto que algumas das melhores participações de convidados são de celebridades interpretando elas mesmas. Destaque para o comediante e apresentador Jay Leno, que faz um hilário discurso em um funeral (trecho acima); a cantora Patti LaBelle, o ator Elliott Gould e o cantor e compositor Eddie Money, que faz uma divertida apresentação com uma banda cover dele mesmo.