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13/12/2018 14:54 -02 | Atualizado 13/12/2018 14:54 -02

Polícia cumpre mandado de prisão contra milicianos ligados ao caso Marielle

Crime ocorrido em março, no Rio, continua sem solução após nove meses.

Ricardo Moraes / Reuters
Manifestantes em luto pela morte de Marielle Franco.

A polícia cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão nesta quinta-feira (13), no Rio de Janeiro, relacionados aos assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes. O inquérito do crime ocorrido em março ainda continua sem conclusão.

De acordo com a Reuters, não há indicação de mandados contra políticos. As medidas são contra grupos de milícias paramilitares. A operação envolve mais de 15 endereços na capital, além da região de Petrópolis, Nova Iguaçu e Angra dos Reis.

Em nota, a Delegacia de Homicídios da capital informou que "vem realizando várias operações policiais voltadas a possibilitar a checagem e a qualificação de inúmeras informações de inteligência que são coletadas ou transmitidas anonimamente para a unidade" em relação ao crime cometido contra Marielle e Anderson. A delegacia reforçou, ainda, a necessidade do sigilo das investigações e considerou "esta a maior garantia para o alcance dos autores e mandantes dos crimes investigados".

As investigações

Marielle e Anderson foram mortos a tiros em uma emboscada na zona norte da capital em 14 de março de 2018. A parlamentar retornava para casa após um evento realizado na Lapa.

Fontes ouvidas pela investigação apontam que a morte da vereadora estaria ligada a uma disputa territorial na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.

A principal linha de investigação do caso apontava, até o mês passado, para o vereador Marcello Siciliano (PHS) como mandante do crime, com a colaboração do ex-PM e miliciano Orlando Oliveira de Araújo. Os dois negam participação.

Nove meses após as mortes, o crime continua sem solução. Na última semana, o secretário de Segurança do Estado, o general Richard Nunes, afirmou que há muita gente "buscando holofote no caso Marielle".

(Com informações da Reuters)