ENTRETENIMENTO
13/12/2018 00:00 -02 | Atualizado 13/12/2018 09:15 -02

'Aquaman': DC aposta no kitsch e na fantasia para superar a Marvel no cinema

O diretor James Wan faz tudo ao contrário de Zack Snyder em sua estreia no mundo dos super-heróis.

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Piadista e bonachão, o Aquaman de Jason Momoa soa como personagem da Marvel.

Está claro para todo mundo, até para o mais ferrenho fanboy da DC, que a editora leva uma surra da rival Marvel quando o assunto é o desempenho dos filmes baseados em seus personagens.

Podemos elencar uma série de motivos, mas o mais popular deles é o estilo exageradamente dark e sem um pingo de humor implementado pelo diretor, produtor e roteirista Zack Snyder, coração e cérebro da DC em Hollywood.

A luz no fim do túnel apareceu com o sucesso de crítica e público de Mulher Maravilha (2017), mas a felicidade durou pouco. Um novo equívoco de Snyder, Liga da Justiça, foi lançado poucos meses depois, e tudo foi por água abaixo.

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Tradicional antagonista das aventuras do Aquaman nos quadrinhos, vilão Arraia Negra dá as caras.

Bom, quase, porque nesse filme um novo personagem brilhou mais que as estrelas Superman e Batman, o Aquaman. Assim como aconteceu com Gal Gadot em Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016), seria agora a vez de Jason Momoa dar uma nova esperança para a DC protagonizando uma aventura solo de um super-herói dirigida por alguém que não fosse Snyder?

Ainda é cedo para responder, mas uma coisa é certa, James Wan (Jogos Mortais e Invocação do Mal) faz questão de se afastar o máximo possível da cartilha de Snyder. É como se a cada decisão que ele tivesse de tomar, fizesse exatamente o oposto que Snyder faria.

Em Aquaman, ao invés da escuridão, Wan opta pela luz, por cores berrantes e um visual kitsch que mistura decoração de navio de cruzeiros com a série original de Jornada nas Estrelas.

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O visual kitsch do mundo submarino de "Aquaman" salta aos olhos.

Outra mudança significativa é no tom tanto do filme quanto de seu protagonista. Wan substitui as tramas "realistas" para mergulhar de cabeça na fantasia e seu Aquaman segue a fórmula Marvel de piadinhas por minuto.

Mas isso é bom ou ruim?

É verdade que o resultado final não é dos melhores. No filme há cenas de ação interessantes, mas a trama é um clichê só, com diálogos previsíveis e um vilão, o Arraia Negra (Yahya Abdul-Mateen II), que não faz a menor diferença para o andamento da história.

Porém, mesmo estando a anos luz da consistência de Mulher Maravilha, Aquaman é, definitivamente, um novo caminho. Se ele vai naufragar ou não, tudo depende do quanto os fãs estão dispostos a comprar essa visão quase carnavalesca que Wan deu ao universo DC.