ENTRETENIMENTO
08/12/2018 19:16 -02 | Atualizado 09/12/2018 14:23 -02

O cosplay como a arte de ser um personagem na vida real

Veteranos ou novatos, os cosplayers fazem a alegria do público por todos os cantos da CCXP 2018.

A russa Irina Meier se apresentou na CCXP 2018 como a Bowsette, uma mistura da princesa Peach com o Bowser, personagens dos games do Mario.
Reprodução/Instagram
A russa Irina Meier se apresentou na CCXP 2018 como a Bowsette, uma mistura da princesa Peach com o Bowser, personagens dos games do Mario.

Figurinhas carimbadas, os cosplayers são uma atração à parte na CCXP. Famosos ou anônimos, veteranos ou marinheiros de primeira viagem, eles literalmente vestem seus personagens preferidos em busca de afirmação, aceitação ou mesmo por diversão.

O termo "cosplay" nasceu no Japão, derivado da palavra "kosupure", uma abreviação com sotaque japonês do termo inglês "costume roleplay". Cosplay nada mais é que se fantasiar e representar seu personagem preferido, seja dos quadrinhos, cinema, series de TV, animações ou games.

"Não existe cosplayer professional. Cosplayer é cosplayer por amor", diz o paulistano Maurício Somenzari, que faz cosplay há 17 anos. Em 2006, ele foi o primeiro brasileiro a representar o País no World Cosplay Summit, o maior concurso do gênero no mundo. Ele participou ao lado de sua irmã, Mônica, e a dupla se tornou campeã mundial, colocando o Brasil no mapa do cosplay no planeta.

Divulgação
Único tetracampeão mundial em concursos de cosplay, Maurício Somenzari é uma das atrações da CCXP.

"Quando eu tinha uns 13, 14 anos, queria entrar de qualquer jeito no mundo na moda, mas sabia que minha família nunca aprovaria, que era uma carreira muito difícil, então, com o tempo fui extravazando esse desejo com o cosplay, porque também sou fã de mangás e games", conta Somenzari, único cosplayer tetracampeão mundial.

É esse amor que também move a iniciante Juliana Lopez. Cosplayer há apenas 1 ano, essa é a primeira vez da maranhense na CCXP. Ela chama a atenção por sua semelhança com a Mulher Maravilha interpretada no cinema pela atriz israelense Gal Gadot: "É minha personagem preferida e eu fico muito feliz quando dizem que eu lembro muito ela. Ser quem eu quiser é o maior alegria de um cosplayer."

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A maranhense Juliana Lopez fica feliz quando a acham parecida com Gal Gadot.

A russa Irina Meier disse que até ela, famosa e admirada pela perfeição de suas representações, iniciou no cosplay para se auto-afirmar. "Eu adorava a cultura japonesa e viver esses personagens que eu adorava era uma forma de até me conhecer melhor."

Em sua primeira viagem ao Brasil, uma das mais famosas cosplayers do mundo diz que demorou para pegar o jeito da coisa e achar seu estilo: "Meu primeiro cosplay foi horrível, mas eu não desisti. É incrível quando as pessoas se abrem para você por admirar aquele personagem que você está representando."

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Os cosplays da russa Irina Meier impressionam pelo cuidado com cada detalhe.

"É muito bom viver muitas vidas, ser vários personagens, mas no final, o seu personagem preferido tem de ser sempre você. Nunca deixe alguém fazer você desistir de seus sonhos, de ser quem você quiser", conclui Irina. Mesmo sem participar de concursos ou até nem levar tão a sério o papel de cosplay, andando pela CCXP, mesmo que não queira, você acaba sempre esbarrando em personagens de diversas épocas e origens.

Veja aqui alguns em que nós do HuffPost Brasil esbarramos na CCXP18:

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