POLÍTICA
04/12/2018 14:21 -02 | Atualizado 04/12/2018 14:22 -02

Moro anuncia general da reserva como secretário de Segurança Pública

Guilherme Teophilo foi comandante do Exército na Amazônia; O novo secretário-executivo do ministério será Luiz Pontel, delegado da Polícia Federal.

O general da reserva Guilherme Theophilo, em campanha no Ceará, onde disputou o cargo de governador neste ano.
Reprodução/ Facebook
O general da reserva Guilherme Theophilo, em campanha no Ceará, onde disputou o cargo de governador neste ano.

Confirmado para o Ministério da Justiça e Segurança do governo Jair Bolsonaro, Sérgio Moro anunciou nesta terça-feira (4) mais 2 nomes para a pasta. O secretário-executivo será Luiz Pontel, delegado da Polícia Federal, e o novo secretário nacional de Segurança Pública vai ser o general da reserva Guilherme Teophilo.

Moro afirmou que o general Teophilo irá reestruturar, restaurar a autonomia da Secretaria Nacional de Segurança Pública e aperfeiçoar os padrões de segurança. Ele elogiou o futuro secretário. "Mais do que um homem de ação, eu queria um homem de gestão. Fiquei impressionado positivamente com o trabalho [de Teophilo] no Rio de Janeiro", disse.

Guilherme Theophilo foi candidato ao governo do Ceará pelo PSDB em 2018. Formado em processamento de dados, está na reserva desde março. No Exército, foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

Também foi observador militar das Nações Unidas na América Central e comandante do 10º Grupo de Artilharia de Campanha, em Fortaleza, assistente do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e comandante de Logística do Exército em Brasília.

Secretaria executiva

Pontel é atualmente secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça, mas tem larga experiência na Polícia Federal. Ele integrou a equipe que investigou o Banestado e atuou na prisão do doleiro Alberto Youssef, um dos principais personagens também das apurações da Operação Lava Jato.

O delegado da Polícia Federal foi adido na Embaixada do Brasil em Lisboa de 2011 a 2013 e assessorou a Secretaria de Acompanhamento e Articulação Institucional do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), até fevereiro de 2015.

Lula

Questionado sobre o julgamento nesta terça (4) na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) do novo habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, Moro evitou opinar.

"Isso faz parte do meu passado", resumiu o futuro ministro da Justiça.