POLÍTICA
04/12/2018 09:21 -02 | Atualizado 04/12/2018 11:21 -02

Flávio Bolsonaro diz que pai foi eleito para colocar militar no governo

Senador eleito descarta apoio a Renan. ‘Não há menor condição’, disse em entrevista à GloboNews.

Senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL) diz que as pessoas não aguentavam mais "sindicalista ou pessoas que não tinham a ver com os ministérios que ocupavam".
Reprodução/YouTube
Senador eleito, Flávio Bolsonaro (PSL) diz que as pessoas não aguentavam mais "sindicalista ou pessoas que não tinham a ver com os ministérios que ocupavam".

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) defendeu nesta segunda-feira (3) a decisão do pai, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), de indicar militares para ocupar ministérios no futuro governo.

"Jair foi eleito para colocar militar lá dentro. Para colocar ladrão, votava no PT", disse o senador, em entrevista à GloboNews.

Segundo ele, as pessoas não aguentavam mais sindicalistas ou "pessoas que não tinham nada a ver com os ministérios que ocupavam". Ele disse ainda que os militares indicados por Bolsonaro têm competência inquestionável e não estão envolvidos em escândalos.

O senador eleito acrescentou que foi isso que a população pediu quando votou no Bolsonaro. O mesmo argumento, de busca por algo novo e com lisura, foi usado para descartar completamente o apoio a Renan Calheiros (MDB-AL) na campanha pela presidência do Senado.

"No Senado, eu converso com todo mundo, mas apoiar o Renan Calheiros não tem a menor condição. Todos os candidatos que estão colocados, menos o Renan, pode haver uma convergência. Ele não vai ter essa força que tinha em outros governos."

Flávio Bolsonaro afirmou, entretanto, que o pai não tem interferido em nada e que a recomendação do ministro da transição e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, é aguardar as candidaturas se consolidarem.

O fato de não ser novidade também pesa contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tem demonstrado interesse em concorrer à reeleição. "Rodrigo Maia é um deputado do Rio de Janeiro que já teve seu tempo à frente da Câmara", disse.

Maioridade penal

O novato no Senado promete ser uma espécie de guardião das pautas sociais. Ele disse que quer assumir a relatoria da proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal. Afirmou também que não medirá esforços para agilizar a tramitação da Escola sem Partido na Casa.

Questionado sobre economia, o senador eleito empurrou a responsabilidade para o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. "Melhor deixar o 'posto Ipiranga' responder essas perguntas", disse aos jornalistas quando questionado sobre as propostas para a área.

Assista a íntegra da entrevista: