POLÍTICA
03/12/2018 13:21 -02 | Atualizado 03/12/2018 13:26 -02

Esplanada de Bolsonaro deve ter 22 ministérios, 7 a mais do que o prometido na campanha

Extinto, o Ministério do Trabalho terá suas funções divididas entre 3 pastas.

O presidente Jair Bolsonaro deve anunciar os 2 nomes que estão faltando para integrar a Esplanada ainda esta semana.
Adriano Machado / Reuters
O presidente Jair Bolsonaro deve anunciar os 2 nomes que estão faltando para integrar a Esplanada ainda esta semana.

O governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) deverá ter 22 ministérios, 7 a mais que o prometido na campanha eleitoral. De acordo com o ministro da transição e futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, esta semana serão nomeados os 2 ministérios que ainda faltam.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Onyx afirmou que as pastas pendentes são a de Meio Ambiente e a de Direitos Humanos, Família e Mulheres.

"Serão 20 ministérios funcionais e 2 ministérios eventuais que é o caso do Banco Central, que quando vier a independência deixa de ser ministério, e a AGU (Advocacia-Geral da União) que pretendemos fazer um ajuste constitucional", disse o ministro.

A 2 dias do 1º turno das eleições, Bolsonaro afirmou que sua Esplanada teria "no máximo 15 ministérios".

"Nós temos tudo para ganhar no 1º turno e ganharíamos 3 semanas para montar um ministério enxuto, com no máximo 15 ministros, que possa representar os interesses da população, não de partidos", disse.

A proposta era cortar praticamente pela metade o número de pastas. Hoje, o governo do presidente Michel Temer tem 29 ministérios.

Logo após vencer as eleições, ele admitiu que poderia ter 16 ministérios. Em 6 de novembro, disse que poderiam ser 17. Já no último dia 21, Onyx disse que não seriam mais de 20.

Nós temos um compromisso de redução da estrutura ministerial. Para um país que teve 40, pretendemos ficar aquém dos 20 ministérios.Onyx Lorenzoni, em 21 de novembro

Trabalho

Um dos ministérios que foi cortado foi o do Trabalho, em 7 de novembro. Na semana seguinte, Bolsonaro anunciou que ele seria mantido. Nesta segunda-feira (3), Onyx, entretanto, confirmou que a pasta deixará de existir.

Segundo ele, as funções da pasta serão divididas entre 3 ministérios.

"Uma parte vai ficar com o ministro (Sérgio) Moro, que é aquela parte da concessão sindical (...). A outra parte, que trata de política ligadas a emprego, uma parte vai ficar na Economia e outra na Cidadania. Na verdade, o atual Ministério do Trabalho como é conhecido ele ficará uma parte no ministério do doutor Moro, outra parte com o Osmar Terra e outra com o Paulo Guedes, lá no Ministério da Economia, para ter tanto a área do trabalhador como a do empresário no mesmo organograma", disse à Rádio Gaúcha.

O governo de transição está entre 3 nomes para o Ministério do Meio Ambiente, incluindo o de Xico Graziano, ex-assessor do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para a pasta de Direitos Humanos, Família e Mulheres, o principal nome é o da advogada e pastores Damares Alves.