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01/12/2018 16:53 -02 | Atualizado 01/12/2018 16:59 -02

G20 diz que Acordo de Paris é ‘irreversível’; mas EUA confirmam decisão de sair

Embora reiterem interesse em sair do acordo climático, os EUA se comprometeram em proteger o meio ambiente.

No G20, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que terá uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping.
SAUL LOEB via Getty Images
No G20, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que terá uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping.

Entre as decisões que os países que compõem o G20 tomaram neste sábado (1) está o fortalecimento do Acordo de Paris. Documento assinado pelo grupo afirma que o acordo climático é "irreversível", mas reitera a saída dos Estados Unidos do tratado.

"Continuaremos a combater as mudanças climáticas, promovendo o desenvolvimento sustentável e crescimento", diz o documento.

Embora esteja decidido a sair do acordo que tem como objetivo minimizar os efeito do aquecimento global, os EUA afirmaram compromisso com crescimento econômico, mas também com proteção ao meio ambiente.

O Brasil está incluso no grupo que confirmou a relevância do acordo e se comprometeu a implementá-lo integralmente.

Neste sábado, o presidente eleito Jair Bolsonaro negou que não acredite no aquecimento global. "Acredito na ciência e ponto final", disse. Crítico ao "ativismo ambiental", ele havia afirmado que retiraria o país do acordo.

EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que terá uma reunião com o presidente chinês, Xi Jinping, para discutir o comércio após o encerramento da cúpula do G20 na Argentina.

"Estaremos nos reunindo com o presidente Xi esta noite ... e estaremos falando sobre uma coisa chamada comércio e provavelmente outras coisas, mas principalmente comércio. É uma reunião muito importante", disse Trump.

Ele também afirmou que trabalharia para endireitar o desequilíbrio comercial nas negociações com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Falando ao lado de Trump em uma coletiva de imprensa conjunta, Merkel acrescentou que os dois abordarão questões relacionadas ao comércio e à OMC, e que discutirão a Ucrânia, a Síria e o pacto de armas nucleares com a Rússia.

(Com Reuters)