POLÍTICA
29/11/2018 10:21 -02 | Atualizado 30/11/2018 12:24 -02

Bolsonaro recebe o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton

Encontro ocorre na mesma semana em que Eduardo Bolsonaro faz tour pelos EUA para “resgatar a credibilidade brasileira”.

Bolsonaro recebe com café da manhã o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton.
Divulgação
Bolsonaro recebe com café da manhã o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton.

Na semana em que o deputado reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) faz um tour de aproximação nos Estados Unidos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) esteve com o assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton. Ao chegar à casa de Bolsonaro no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (29), Bolton foi recebido com uma continência e um café da manhã.

Após o encontro, Bolsonaro afirmou que, além de Venezuela e Cuba, ele e Bolton conversaram sobre Israel e tarifas alfandegárias.

Segundo o presidente eleito, existe sim a possibilidade de mudar a embaixada que fica em Tel-Aviv para Jerusalém. "Jerusalém tem duas partes. Uma parte não está em litígio. A embaixada americana está nessa parte."

"Terrorismo não entrou na conversa. Mas a questão das barreiras, das taxas alfandegárias, as dificuldades de se fazer negócio aqui. Transmiti a ele, junto com a equipe econômica, no sentido de facilitar o comércio com Estados Unidos e o mundo tudo sem prejudicar a nossa economia", disse Bolsonaro.

O presidente eleito afirmou que irá aos Estados Unidos depois que fizer a cirurgia para retirada da colostomia no início do próximo ano. Bolton está à caminho do encontro do G-20 em Buenos Aires e fez uma escala no Brasil.

Ao chegar à casa de Bolsonaro, no início da manhã, Bolton agradeceu ao presidente eleito pela recepção. O futuro mandatário agradeceu e emendou: "Vamos tomar um café?".

Com ajuda de um tradutor, Bolsonaro convidou o assessor de Trump a se sentar à mesa com bolo, Danoninho, queijo minas, banana, água de coco em caixinha, além de café. "Sou eu quem faço o café", disse o presidente eleito, ao se servir em um copo americano.

Bolton riu e pegou uma xícara antes de o presidente eleito acrescentar: "Geralmente não é tão farto assim".

No Twitter, o conselheiro do presidente Donald Trump disse que fez um convite a pedido do chefe para Bolsonaro ir aos Estados Unidos. "Estamos ansiosos por uma parceria dinâmica com o Brasil."

Estavam na reunião os futuros ministros Fernando Azevedo e Silva, da Defesa; Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores.

Tour pelos Estados Unidos

A visita de Bolton a Bolsonaro ocorre na mesma semana em que o deputado Eduardo Bolsonaro participa de uma série de reuniões com autoridades nos Estados Unidos. Entre os encontros, o deputado esteve com o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, responsável pela política de tolerância zero que diminuiu os índices de criminalidade na cidade.

Eduardo também esteve no jantar de aniversário de Steve Bannon, ex-estrategista da campanha de Trump. Figura controversa nos EUA, Bannon teve papel fundamental na eleição de Trump. O deputado brasileiro esteve ainda com o senador republicano Marco Rubio, filho de cubanos.

De acordo com Eduardo, a viagem é um passo para "resgatar a credibilidade brasileira".