POLÍTICA
20/11/2018 09:43 -02 | Atualizado 20/11/2018 17:04 -02

Wagner de Campos Rosário continuará ministro da Controladoria Geral da União no governo Bolsonaro

Militar assumiu o comando da pasta no governo de Michel Temer após trocas motivadas pelo envolvimento de Osmar Serraglio na Operação Carne Fraca.

Graduado em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e mestre em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha, Rosário também já atuou como Oficial do Exército.
Fernando Frazão/Agência Brasil
Graduado em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e mestre em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha, Rosário também já atuou como Oficial do Exército.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, escolheu Wagner de Campos Rosário para ministro da Controladoria Geral da União (CGU). Militar e servidor de carreira da pasta, Rosário é o atual ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União.

O militar assumiu interinamente o cargo no governo de Michel Temer em 31 de maio de 2017, com a exoneração do titular Torquato Jardim, que assumiu o ministério da Justiça.

Torquato trocou de cargo após a saída do deputado Osmar Serraglio (PMDB/PR), citado na Operação Carne Fraca, investigação da Polícia Federal sobre fraudes no setor de frigoríficos e desvios de recursos públicos. Serraglio se recusou a assumiu a CGU à época.

Rosário é auditor federal de Finanças e Controle desde 2009 e assumiu o cargo secretário-executivo em agosto de 2016. Ele também atuou em investigações conjuntas de combate à corrupção, em articulação com a Polícia Federal, Ministérios Públicos (Federal e Estadual) e outros órgãos de defesa do Estado.

Graduado em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e mestre em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha, também já atuou como Oficial do Exército.

O anúncio foi feito por Bolsonaro por meio de seu perfil no Twitter, mesmo modo como anunciou outros nomes de sua equipe.

Até o momento, foram escolhidos nove ministros: Paulo Guedes(Economia), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Tereza Cristina (Agricultura), general Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

Também farão parte da equipe o diretor do Santander Roberto Campos Neto como presidente do BC (Banco Central) e o ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy foi confirmado para o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Mansueto Almeida permanecerá no comando do Tesouro Nacional.

Nesta 2ª feira (19.nov) foi confirmado o professor da Fundação Getulio Vargas Roberto Castello Branco como presidente da Petrobras.

Homem forte da campanha, Gustavo Bebianno deve assumir a Secretaria Geral da Presidência.

Ainda não foram anunciados ministros da pasta de Educação, Cultura e Esporte, da Saúde, da Infraestrutura (Transportes, Portos e Aviação Civil), Cidadania (Desenvolvimento Social e Direitos Humanos), Minas e Energia, Meio Ambiente, Integração Nacional (junto com Turismo e Cidades).

No novo desenho da Esplanada dos Ministérios, a Advocacia Geral da União, o Banco Central e o Ministério do Trabalho devem perder o status de ministério ou ser incorporados a outras pastas.