POLÍTICA
13/11/2018 09:45 -02 | Atualizado 13/11/2018 12:35 -02

Bolsonaro anuncia como ministro da Defesa general Fernando Azevedo e Silva

Militar da reserva do Exército é assessor do presidente do STF e serviu no Haiti com o general Heleno.

Exército Brasileiro/reprodução do Twitter
O general Fernando Azevedo e Silva, futuro ministro da Defesa, durante cerimônia de despedida do Exército, em agosto de 2018.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta terça-feira (13) de manhã que nomeará para ministro da Defesa o general Fernando Azevedo e Silva, hoje assessor do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli.

"Bom Dia! Comunico a todos a indicação do General-de-Exército Fernando Azevedo e Silva para o cargo de Ministro da Defesa", escreveu.

Bolsonaro havia anunciado, durante a campanha, que a pasta seria chefiada pelo também general Augusto Heleno, um de seus assessores mais próximos. Após a eleição, no entanto, o militar foi deslocado para assumir o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), um posto muito mais estratégico para o futuro presidente.

Bolsonaro já havia declarado, no entanto, que colocaria na Defesa um "general quatro estrelas", como Heleno.

Azevedo e Silva foi chefe do Estado-Maior do Exército, esteve à frente do Comando Militar do Leste (CML) e presidiu a Autoridade Pública Olímpica (APO), entre 2013 e 2015, deixando o posto antes das Olimpíadas do Rio de 2016.

O militar também serviu no Haiti com o general Augusto Heleno, no início da missão de paz, entre 2004 e 2005, sendo chefe de operações do contingente brasileiro da Minustah.

No ministério que irá comandar, o general Fernando Azevedo e Silva foi diretor do Departamento de Desporto Militar e Presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil. No Exército, ele também foi comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista.

Tem doutorado em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares, pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e fez MBA em administração de negócios pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Além disso, integrou, como atleta, as "equipes das Forças Armadas de Voleibol e de Paraquedismo".

Azevedo e Silva entrou para a reserva em agosto e se tornou assessor de Toffoli em setembro, quando o ministro assumiu a presidência do STF. Na época, a escolha de Toffoli por um assessor militar causou barulho.

Em nota, o presidente do STF afirmou que foi consultado por Bolsonaro sobre a indicação nesta quarta "e prontamente disse que seria uma excelente escolha". "Seu perfil técnico, sua dedicação ao serviço público e sua visão republicana são aspectos fundamentais para a nova missão na Administração Pública Federal", diz o texto sobre a escolha do militar.

Bolsonaro tem mantido a sua tática — importada do presidente americano, Donald Trump — de anunciar os nomes que comporão seu ministério pelas redes sociais. Mais recentemente, ele divulgou o nome da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, da mesma forma.