POLÍTICA
12/11/2018 16:27 -02 | Atualizado 12/11/2018 16:44 -02

Joaquim Levy será presidente do BNDES no governo Bolsonaro

Escolha foi confirmada pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

ASSOCIATED PRESS
“Com extensa experiência em gestão pública, PhD em economia pela Universidade de Chicago, Joaquim Levy deixa a diretoria financeira do Banco Mundial para integrar a equipe econômica do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro”, disse Paulo Guedes em nota.

Ministro da Fazenda no governo de Dilma Rousseff, o economista Joaquim Levy será presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na gestão de Jair Bolsonaro.

Ele aceitou o convite nesta segunda-feira (12), de acordo com a assessoria de imprensa do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

"Com extensa experiência em gestão pública, PhD em economia pela Universidade de Chicago, Joaquim Levy deixa a diretoria financeira do Banco Mundial para integrar a equipe econômica do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro", disse Guedes em nota.

Levy terá uma dura tarefa pela frente, considerando as recentes declarações de Bolsonaro. Na última quinta-feira (8), ele postou uma mensagem nas redes sociais afirmando que começaria seu mandato "determinado a abrir a caixa preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que feito com seu dinheiro nos últimos anos".

Chamado de "Posto Ipiranga" por Bolsonaro ao longo da campanha, Paulo Guedes está escolhendo a equipe do superministério que será resultado da fusão da Fazenda, do Planejamento e da Indústria, Comércio Exterior e Serviço.

Outros nomes são o de Ivan Monteiro, que deve continuar na presidência da Petrobras e de Mansueto Almeida, que pode permanecer na Secretaria do Tesouro ou ser o Secretário de Fazenda.

Guedes escolherá também o secretário de Planejamento e o secretário de Indústria e Desenvolvimento.

Ministro de Dilma entre janeiro e dezembro de 2015, Levy assumiu com o compromisso de atingir um ajuste fiscal. Nos primeiros dois meses no cargo, Levy adotou medidas que modificam as regras de concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários.

O economista pediu demissão em dezembro após desgaste da relação com a presidente, setores do PT e sindicatos. Um dos conflitos foi quando Levy disse que a desoneração da folha de pagamento adotada por Dilma "era uma brincadeira que custava R$ 25 bilhões por ano aos cofres públicos, e estudos mostravam que não havia criado nem protegido empregos".

Levy vive desde fevereiro de 2016 nos Estados Unidos, onde ocupa o posto de diretor-geral e diretor financeiro do Grupo Banco Mundial, em Washington.