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09/11/2018 09:07 -02 | Atualizado 09/11/2018 12:09 -02

Lava Jato prende Joesley Batista e vice-governador de MG por corrupção na Agricultura

A Polícia Federal cumpre nesta manhã múltiplas prisões e 63 mandados de busca relacionados à investigação.

Joesley Batista já havia sido preso em setembro de 2017 após quebra de acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República.
Ueslei Marcelino / Reuters
Joesley Batista já havia sido preso em setembro de 2017 após quebra de acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República.

O empresário Joesley Batista, da JBS, foi preso na sexta-feira (9) durante a Operação Capitu, desdobramento da Lava Jato que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura em 2013. Além de Batista, o vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), e o deputado João Magalhães (MDB-MG) também foram presos.

A Polícia Federal cumpre nesta manhã 19 mandados de prisão temporária e 63 de busca relacionados à investigação. O empresário Ricardo Saud, ex-diretor da J&F, holding que controla a JBS, também alvo da Operação, foi levado à sede da PF. Inicialmente, os agentes informaram que ele não teria sido preso porque estaria fora do Brasil.

Veja a lista dos presos pela Operação Capitu: Antonio Andrade, vice-governador de Minas e ministro da Agricultura de março a dezembro de 2014; Joesley Batista, dono da JBS; Ricardo Saud, executivo da JBS; Demilton de Castro, executivo da JBS; João Magalhães, deputado estadual pelo MDB de MG; Neri Geller, deputado estadual eleito pelo PP de MT e ministro da Agricultura de março a dezembro de 2014; Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária; Mateus de Moura Lima Gomes, advogado; Mauro Luiz de Moura Araújo, advogado; Ildeu da Cunha Pereira, advogado.

As investigações são baseadas na delação de Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB. O foco é no financiamento ilegal da JBS que envolve políticos e autoridades do Ministério da Agricultura.

Além da empresa de Batista, outras duas redes varejistas de Minas Gerais atuavam no esquema. Em troca das propinas, os políticos aprovavam medidas que beneficiariam os empresários. O esquema teria ocorrido entre 2014 e 2015, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

De acordo com a PF, mais de R$ 22 milhões podem ter sido pagos sob o esquema de corrupção para políticos e funcionários do governo.

O advogado de Batista, André Callegari, disse em um comunicado que a prisão de seu cliente é temporária e continuará a cooperar com as autoridades.

Joesley Batista foi preso em setembro de 2017 após quebra de acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República. Ele omitiu informações em sua delação. Batista também foi acusado de plantar informações privilegiadas no mercado para se beneficiar do escândalo.

Em março, o empresário havia deixado a prisão e estava usando tornozeleira eletrônica até esta manhã.

(Com informações da Reuters)