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03/11/2018 08:49 -03 | Atualizado 03/11/2018 08:50 -03

Palmeiras x Santos: 7 curiosidades do clássico que será atração do Brasileirão 2018

Confronto será neste sábado (3). Vitória no Allianz poderá deixar Alviverde ainda mais próximo do título da temporada.

Paulo Whitaker / Reuters
Gustavo Henrique fez o gol do Santos no encontro do 1º turno diante do Palmeiras.

O Brasileirão está chegando à sua reta final e, a 7 rodadas do término da temporada 2018, o Palmeiras desponta como grande favorito para levantar o troféu.

Para se aproximar ainda mais do título da competição nacional, o Alviverde terá pela frente um de seus principais rivais neste sábado (3), às 19 horas, no Allianz Parque: o Santos.

A equipe dirigida por Luiz Felipe Scolari lidera o torneio com 63 pontos, 4 a mais que o Flamengo e 5 distantes do Internacional, seus principais perseguidores, mas o Santos, adversário da 32ª rodada, respira na briga por uma vaga na Libertadores e está em ascensão na competição.

Os recentes clássicos entre Palmeiras e Santos, aliás, acenderam nos últimos tempos a chama da rivalidade que marcou o futebol brasileiro nas décadas de 50 e 60.

Se há 50 anos os duelos entre o santista Pelé e o palmeirense Ademir da Guia encantavam o público, as últimas disputas decisivas — em estaduais e na Copa do Brasil de 2015 — rememoraram o sentimento que há muito andava esquecido.

Relembre a seguir 7 curiosidades históricas envolvendo os rivais do duelo de sábado e prepare-se para mais um emocionante encontro.

Clássico da Saudade

Os jogos disputados entre a "Academia" do Palmeiras e o esquadrão comandado por Pelé eram tão bons que, após os maiores ídolos abandonarem os gramados, o encontro recebeu o apelido de Clássico da Saudade.

Orgulho do 'Porco'

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Torcedor do Palmeiras veste com orgulho a máscara do porquinho.

Chamar um torcedor palmeirense de 'porco' era considerado uma tremenda ofensa e motivo até de briga, bem diferente do que ocorre hoje em dia, época em que o clube se orgulha do novo mascote. A história começou a mudar justamente após uma vitória sobre o Santos, em 1986, ano em que o Verdão por pouco não colocou fim em um longo jejum de títulos.

Chuva de gols

Um dos maiores clássicos entre Palmeiras e Santos foi disputado no dia 6 de março de 1958 e válido pelo torneio Rio-São Paulo. O placar? Palmeiras 6 x 7 Santos, com uma atuação exuberante do Rei Pelé. O jogo é, até hoje, o que registrou maior número de gols envolvendo os 12 maiores times de futebol do País.

Maiores artilheiros

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Pelé é o maior artilheiro da História dos clássicos entre Palmeiras e Santos.

E por falar em gols, nada melhor do que relembrar quem são os principais artilheiros da História do Clássico da Saudade. Pelo lado santista, obviamente, não há muito segredo: Pelé, com 32 gols marcados sobre o rival. O palmeirense que ganhou rótulo de carrasco contra o Santos, no entanto, não foi Ademir da Guia, e sim Heitor, com 13 gols.

Finais entre os clubes

Apesar de estarem sempre disputando jogos com caráter decisivo, Santos e Palmeiras disputaram poucas finais entre eles. Foram somente 4, com vantagem alviverde: 3 títulos contra 1 do Santos.

Campeonato Paulista de 1927: Palestra Itália 3 x 2 Santos

Campeonato Paulista de 1960: Palmeiras 1 x 1 Santos; Palmeiras 2 x 2 Santos; Palmeiras 2 x 1 Santos

Campeonato Paulista de 2015: Palmeiras 1 x 0 Santos; Santos 2 x 1 Palmeiras (4 a 2 nos pênaltis)

Copa do Brasil de 2015: Santos 1 x 0 Palmeiras; Palmeiras 2 x 1 Santos (4 a 3 nos pênaltis).

Retrospecto geral

Os números gerais dos confrontos entre Palmeiras e Santos também dão vantagem ao time de verde. Em 332 jogos, aconteceram 139 vitórias do Palmeiras, 106 do Santos e 87 empates.

'Vira-casacas'

Paulo Whitaker / Reuters
Lucas Lima em ação contra o Santos: Ex-jogador do Alvinegro marcou gol e levou cartão amarelo ao provocar torcida santista.

A História envolvendo Palmeiras e Santos também tem registros de muitos "vira-casacas", termo usado no futebol para rotular um atleta que já defendeu as cores dos 2 clubes.

No duelo de sábado, pelo menos 2 deles deverão estar em campo, ambos pelo lado do Palmeiras: o zagueiro Edu Dracena, que foi capitão do Santos na conquista da Libertadores da América em 2011, e o meia Lucas Lima, que, em sua época de Vila Belmiro, costumava postar provocações ao seu atual clube nas redes sociais.

Do lado santista o "vira-casaca" estará no banco de reservas, mas não entrará em campo. Trata-se do técnico Cuca, que comandou o Palmeiras rumo ao título brasileiro de 2016 e, agora, tenta levar o Peixe à Libertadores.

O curioso é que Cuca, como jogador, também vestiu as duas camisas: a do Verdão em 1992 e a Alvinegra na temporada seguinte.

Por todas essas razões, o encontro do próximo sábado, no Allianz Parque, tem tudo para ser mais um capítulo quente na centenária História desse confronto.

O torcedor palmeirense já comprou mais de 32 mil ingressos para assistir ao duelo e promete empurrar o time, que foi eliminado da Libertadores da América pelo Boca Juniors na última quarta-feira (31), rumo a mais um título nacional.

Aos santistas, resta acompanhar pelo rádio, internet ou pay-per-view, já que, por determinação do Ministério Público, todos os clássicos envolvendo rivais paulistas (Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians) disputados dentro do estado de São Paulo deverão ter apenas torcedores do time mandante.

Relembre abaixo um dos grandes clássicos recentes da História desse duelo.