POLÍTICA
28/10/2018 14:50 -03 | Atualizado 28/10/2018 15:37 -03

Jovem é morto a tiros em carreata pró-Haddad no Ceará; petista cobra investigação

Secretaria da Segurança Pública tenta localizar autor dos disparos e não informa se crime teve motivação política.

Reprodução/Facebook
Charlione Lessa Albuquerque tinha 23 anos.

Um jovem de 23 anos foi assassinado a tiros na noite deste sábado (27) durante uma carreata em apoio ao candidato à Presidência Fernando Haddad (PT), em Pacajus, na região metropolitana de Fortaleza (CE).

Charlione Lessa Albuquerque, de 23 anos, estava em um carro quando foi baleado por um homem, que fugiu após efetuar os disparos. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

A Secretaria da Segurança Pública do Ceará afirma que o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil está tentando localizar e prender o criminoso, mas não informa se o crime tem motivação política. Segundo a pasta, a vítima não tinha antecedentes criminais.

O jovem era filho de Maria Regina Lessa, secretária da Mulher Trabalhadora da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Vestuário da CUT (CNTRV/CUT). Em nota, a entidade afirma que, segundo testemunhas, o assassino teria gritado o nome de Jair Bolsonaro (PSL), adversário de Haddad, após o crime. Não há confirmação desses depoimentos.

"O jovem, que trabalhava como servente de pedreiro, participava ao lado de sua mãe da carreata, que seguia em clima pacífico e descontraído. Segundo testemunhos, um seguidor do candidato Jair Bolsonaro desembarcou de um carro e disparou vários tiros contra a manifestação. Após os disparos, o assassino bradou orgulhoso o nome de Bolsonaro", diz a nota do órgão da CUT.

Nas redes sociais, Haddad lamentou o crime e pediu "apuração rápida".

"É inadmissível o assassinato de um jovem, Charlione Lessa Albuquerque, que participava de carreata da minha campanha em Pacajus. Ele estava no carro com a mãe celebrando a democracia e acabou morto. É preciso apuração e punição rápida. À família, toda minha solidariedade."