POLÍTICA
28/10/2018 09:18 -03 | Atualizado 28/10/2018 09:47 -03

Disputa para governador chega ao domingo indefinida em 6 estados

Eleição ainda é acirrada em São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos maiores colégios do país

STR New / Reuters
Disputa para o governo está acirrada em 6 das 14 praças que irão às urnas neste domingo.

Eleitores de 13 estados e do Distrito Federal também votarão neste domingo (28) para escolher seu governador pelos próximos 4 anos, mas apenas 6 dessas disputas ainda estão indefinidas.

Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, os candidatos João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) chegam tecnicamente empatados para a disputa, segundo pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas no sábado (27). No Ibope, cada um aparece com 50% dos votos válidos.

O cenário também ainda está indefinido no Rio de Janeiro, no Amapá, no Rio Grande do Norte, em Mato Grosso do Sul e em Roraima. Em 2014, a disputa chegou sem definição em cinco estados.

Segundo as últimas pesquisas feitas pelo Ibope (veja abaixo), Amazonas, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe já têm favoritos com margens seguras para a vitória.

No Rio, a dianteira mantida por Wilson Witzel, do PSC, durante o segundo turno diminuiu na última semana, e hoje ele está apenas 8 pontos à frente do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), com 54% a 46%, segundo o Ibope. Witzel decolou após colar sua campanha eleitoral em Jair Bolsonaro, candidato do PSL à presidência.

Surpresa no primeiro turno, Romeu Zema, do Partido Novo, chega para a decisão em Minas Gerais - segundo maior colégio eleitoral do país - com 68% das intenções de voto, segundo o Ibope, enquanto o rival Antonio Anastasia (PSDB) soma 32%, números que mostram poucas chances de reviravolta.

Já no Rio Grande do Sul, a larga vantagem pertence a Eduardo Leite (PSDB), que tem 57% de intenção nos votos válidos contra 43% de José Ivo Sartori, do MDB.

Outra praça que merece destaque e dificilmente apresentará um resultado diferente após a apuração das urnas é o Distrito Federal, local no qual o candidato emedebista Ibaneis Rocha alcançou incríveis 75% de intenções de voto contra 25% do atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB).

Em São Paulo, tudo pode acontecer...

Reprodução/TV Bandeirantes
França x Doria: Disputa equilibrada em São Paulo.

Em São Paulo o duelo está agitado e bastante equilibrado entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), com direito a uma interminável troca de farpas nas propagandas eleitorais e nos debates televisivos.

Os candidatos, que em um passado não muito distante chegaram a caminhar juntos no meio político – Márcio França, quando era vice-governador, ajudou a pedir votos para Doria ser eleito prefeito de São Paulo -, passaram quase que a totalidade da campanha eleitoral mais preocupados em agredir um ao outro do que em apresentar propostas.

Confira a seguir como está o panorama atual na disputa pelo governo em 13 estados e no Distrito Federal, segundo as últimas pesquisas do Ibope, sempre levando em conta apenas os votos válidos.

Estados com disputa indefinida

São Paulo

João Doria (PSDB) - 50%

Márcio França (PSB) - 50%

Rio de Janeiro

Wilson Witzel (PSC) - 54%

Eduardo Paes (DEM) - 46%

Amapá

Capi (PSB) - 53%

Waldez (PDT) - 47%

Mato Grosso do Sul

Reinaldo Azambuja (PSDB) - 51%

Juiz Odilon (PDT) - 49%

Rio Grande do Norte

Fátima Bezerra (PT) - 55%

Carlos Eduardo (PDT) - 45%

Roraima

Antônio Denarium (PSL) - 54%

Anchieta (PSDB) - 46%

Disputas praticamente definidas

Amazonas

Wilson Lima (PSC) - 65%

Amazonino Mendes (PDT) - 35%

Distrito Federal

Ibaneis Rocha (MDB) - 75%

Rodrigo Rollemberg (PSB) - 25%

Minas Gerais

Romeu Zema (Novo) - 68%

Antonio Anastasia (PSDB) - 32%

Pará

Helder Barbalho (MDB) - 57%

Márcio Miranda (DEM) - 43%

Rio Grande do Sul

Eduardo Leite (PSDB) - 57%

José Ivo Sartori (MDB) - 43%

Rondônia

Coronel Marcos Rocha (PSL) - 63%

Expedito Júnior (PSDB) - 37%

Santa Catarina

Comandante Moisés (PSL) - 59%

Gelson Merísio (PSD) - 41%

Sergipe

Belivaldo Chagas (PSD) - 61%

Valadares Filho (PSB) - 39%

Como foi o 1º turno

Algumas das disputas foram bastante equilibradas no 1º turno, como entre os candidatos Waldez Góes (PDT) e Capi (PSB), no Amapá, que ficaram separados por pouco mais de 3 pontos percentuais.

No Rio Grande do Sul também houve equilíbrio no embate entre Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB), com leve vantagem para o tucano - 4 pontos percentuais.

Relembre abaixo como terminaram as votações no dia 7 de outubro.

Amapá

Waldez Góes (PDT) – 33,55% x Capi (PSB) – 30,10%

Amazonas

Wilson Lima (PSC) – 33,75% x Amazonino Mendes (PDT) – 32,72%

Mato Grosso do Sul

Reinaldo Azambuja (PSDB) – 44,61% x Odilon de Oliveira (PDT) – 31,67%

Minas Gerais

Romeu Zema (Novo) – 42,73% x Antonio Anastasia (PSDB) – 29,06%

Pará

Hélder Barbalho (MDB) – 47,7% x Marcelo Miranda (DEM) – 30,2%

Rio Grande do Norte

Fátima Bezerra (PT) – 46,17% x Carlos Eduardo (PDT) – 32,45%

Rio Grande do Sul

Eduardo Leite (PSDB) – 35,9% x José Ivo Sartori (MDB) – 31,11%

Rondônia

Expedito Júnior (PSDB) – 31,59% x Coronel Marcos Rocha (PSL) – 23,99%

Roraima

Antônio Denarium (PSL) – 42,26% x Anchieta (PSDB) – 38,74%

Santa Catarina

Gelson Merísio (PSD) – 31,12% x Comandante Moisés (PSL) – 29,72%

Sergipe

Belivaldo (PSD) – 40,83% x Valadares Filho (PSB) – 21,49%

Em 2014, 5 praças chegaram indefinidas ao 2º turno

Nas últimas eleições, 5 estados também apresentaram equilíbrio até a contagem final das urnas.

No Amazonas, por exemplo, Eduardo Braga, do PMDB, e José Melo, do PROS, chegaram rigorosamente iguais ao dia do pleito nas intenções de voto - 50% para cada um, situação idêntica a registrada no Pará entre Helder Barbalho (PMDB) e Simão Jatene (PSDB). No primeiro, o candidato do PROS se reelegeu, e no Pará, o do PSDB venceu.

No Ceará, Camilo Santana (PT) tinha apenas 4 pontos percentuais a mais do que o rival Eunicio Oliveira (PMDB), resultado que acabou se concretizando nas urnas.

O cenário no Mato Grosso do Sul foi ainda mais apertado, com Delcídio do Amaral (PT) chegando às urnas com 51% contra 49% de Reinaldo Azambuja, do PSDB. O tucano acabou levando.

Levando-se em conta a margem de erro de 3 pontos percentuais (para cima ou para baixo), Ricardo Coutinho (PSB) e Cunha Lima (PSDB) chegaram para a disputa do 2º turno do governo da Paraíba em condições de igualdade - 53% a 47% -, mas Coutinho conseguiu se reeleger.