POLÍTICA
25/10/2018 13:58 -03 | Atualizado 25/10/2018 14:00 -03

Na TV, Bolsonaro se apresenta como 'cara humano' e Haddad cola opositor a tortura

Candidato do PSL trouxe esposa, e petista, a vice, para a propaganda em penúltimo dia na TV

Getty Editorial

Na propaganda que foi ao ar no penúltimo dia de horário eleitoral na TV, Fernando Haddad (PT) reforçou a narrativa de que o opositor é o candidato da "tortura", enquanto Jair Bolsonaro (PSL) foi apresentado como um "cara humano".

Na reta final da campanha, Haddad buscou falar com o eleitorado mais pobre. No vídeo, ele prometeu implementar já no dia 1º de janeiro, se for eleito, 3 medidas: elevar o salário mínimo acima da inflação; aumentar em 20% o Bolsa Família e definir um teto de R$ 49 reais para o preço do botijão de gás de cozinha.

O petista também voltou a trazer o tema da ditadura militar para o programa, com vídeos em que Bolsonaro aparece defendendo o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e a tortura. Em contraponto, o PT apresenta depoimentos de vítimas da ditadura.

Numa participação rara no programa de TV de Haddad, a candidata a vice, Manuela D`Ávila (PC do B) apareceu no fim da propaganda eleitoral, fazendo um discurso contra a proposta de Bolsonaro para flexibilizar o porte de armas no País.

A campanha do candidato do PSL, por sua vez, tentou amenizar a imagem de Bolsonaro com depoimentos de Michelle Bolsonaro, esposa do deputado. Michelle fala sobre a sua dedicação em construir uma sociedade mais justa para as pessoas com deficiência.

"O Jair é um cara dado, muito humano. Quem conhece sabe. Ele é o meu amor", diz Michelle.

As declarações da possível primeira-dama foram reforçadas com depoimentos de representantes de organizações da comunidade surda e cega no Brasil, que se encontraram com o candidato.

A propaganda eleitoral do PSL é finalizada com denúncias de corrupção que envolvem o PT, com vídeos com depoimentos de Antonio Palocci e e da marqueteira Mônica Moura.