POLÍTICA
21/10/2018 19:35 -03 | Atualizado 21/10/2018 19:37 -03

Ação contra Bolsonaro: MBL quer impeachment de ministro do STF que der prosseguimento à investigação

“Verificando que algum ministro está fazendo julgamento por boataria, a gente vai ingressar com o impeachment, independentemente de quem seja”, diz Rubens Nunes, advogado do MBL.

Apoiadores de Bolsonaro ironizaram acusações sobre Caixa 2.
Grasielle Castro/HuffPost Brasil
Apoiadores de Bolsonaro ironizaram acusações sobre Caixa 2.

O Movimento Brasil Livre (MBL) vai entrar de pedido de impeachment no Senado Federal contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) que quer prosseguimento à investigação sobre possível uso de caixa 2 na campanha do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, para impulsionamento de mensagens no WhatsApp. A declaração foi feita em cima do carro de som do grupo no ato 'PT nunca mais' neste domingo (21) na Avenida Paulista, em São Paulo.

Ao HuffPost Brasil, o advogado do MBL, Rubens Nunes, reafirmou a intenção do grupo, mas fez a ressalva de que o pedido só será procolocado caso haja indício de atividade ilícita do magistrado.

"É passível impeachment de ministro por atividade irregular, o que acontece quando ele julga em desacordo com a legislação. Como a Rosa Weber (presidente do TSE) se manifestou dizendo que não vai julgar por boatos, a gente verificando que algum ministro está fazendo julgamento por boataria, a gente vai ingressar com o impeachment, independentemente de quem seja", afirmou.

Na manifestação, os integrantes do grupo ironizaram a denúncia de suposto uso de caixa 2 para mensagens de WhatsApp. "Os intelectuais de esquerda estão com medo do vovô do WhatsApp", afirmavam integrantes do MBL no carro de som. "Nós somos o caixa 2, eu sou, você é", emendavam.

TSE se posiciona

Em entrevista coletiva realizada na tarde deste domingo, a ministra Rosa Weber foi questionada insistentemente sobre o tema e as acusações contra Bolsonaro e, em todas as respostas, afirmou que a investigação terá suas respostas no tempo certo.

"A desinformação deliberada ou involuntária que visa ao descredito há de ser combatida com informação responsável e objetiva, tudo com a transparência que exige um estado democrático de direito", pontuou.

"A Justiça Eleitoral não combate boatos com boatos. Há um tempo para a resposta responsável. A Justiça Eleitoral combate boatos com respostas fundamentadas no âmbito das ações judiciais que lhes são propostas. E as ações judiciais exigem a observância do devido processo legal", emendou a presidente do TSE.