POLÍTICA
20/10/2018 16:38 -03 | Atualizado 20/10/2018 17:06 -03

Polícia Federal abre inquérito para investigar fake news envolvendo candidatos à presidência da República

Pedido de abertura de investigação foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Raquel Dodge pediu abertura da investigação sobre fake news envolvendo candidatos à presidência.
Adriano Machado / Reuters
Raquel Dodge pediu abertura da investigação sobre fake news envolvendo candidatos à presidência.

A Polícia Federal (PF) instaurou neste sábado (20) inquérito para investigar a disseminação de mensagens pelo WhatsApp referentes aos candidatos à presidência da República, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

O pedido de abertura de investigação foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela quer que a PF apure o possível uso de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas, as chamadas fake news.

Esta semana, jornais publicaram matérias segundo as quais empresas de marketing digital, custeadas por empresários que apoiam o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, estariam disseminando conteúdo em milhares de grupos do aplicativo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também abriu processo, depois de ação ajuizada pela candidatura de Fernando Haddad (PT) na quinta-feira (18).

Ao rebater as acusações, pelo Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e afirmou que o PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela "verdade".

As matérias dos jornais apontaram uma rede de empresas contratadas para efetuar os disparos em massa.

Os contratos, que chegariam a R$ 12 milhões, seriam bancados por empresários próximos ao candidato.

Para a procuradora Raquel Dodge, o quadro de possível interferência na formação de opinião dos eleitores com atuação dessas empresas com mensagens que podem caracterizar ofensas aos dois candidatos "afronta a integridade do processo eleitoral".