POLÍTICA
18/10/2018 20:40 -03 | Atualizado 18/10/2018 21:14 -03

Bolsonaro nega esquema no WhatsApp e xinga Haddad: 'Canalha, vagabundo'

Reportagem da Folha de S.Paulo diz que empresas financiam disparo em massa de fake news contra o PT, o que seria crime eleitoral.

Reprodução/Facebook
Ao lado do filho Eduardo, Bolsonaro nega esquema de fake news no WhatsApp e xinga Haddad.

Em transmissão ao vivo pelo Facebook na noite desta quinta-feira (18), o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) negou que tenha participação em suposto esquema para envio de fake news contra o PT pelo WhastApp e xingou Fernando Haddad (PT), seu adversário no segundo turno.

"Me acusam de estar fomentando isso junto a empresários, mas nós não precisamos de fake news para combater o Haddad", disse Bolsonaro, exaltado.

Reportagem da Folha de S.Paulo divulgada nesta quinta indica que empresas estariam financiando disparos em massa de mensagens contra o PT pelo WhatsApp. A prática seria ilegal porque a lei eleitoral proíbe a doação de empresas para campanhas.

"Desde o dia 6 de setembro [quando foi esfaqueado] eu estou fora de combate. Não fiz jantar nem almoço com ninguém", disse Bolsonaro. "Dei apenas 5 saídas: fui ao Bope, à Polícia Federal, visitei Dom Orani Tempesta e fui duas vezes ao banco – em uma das vezes, por coincidência, usei o caixa 2 do banco", continuou Bolsonaro, rindo.

Na sequência da transmissão, que durou 20 minutos, o capitão da reserva do Exército passou a listar o que seriam fake news espalhadas contra ele pelo PT. Foi então que Bolsonaro começou a xingar Haddad de "canalha", "vagabundo" e "sem vergonha", repetidas vezes.

"O Haddad disse que eu vou acabar com o Ministério da Educação. Isso é coisa de canalha, vagabundo. Canalha!", bradou.

O PT entrou com uma ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra Bolsonaro após a publicação da reportagem da Folha. De acordo com o partido, há "fortes indícios de que foram comprados pacotes de disparos em massa de mensagem contra o PT".

"Fazer conluio com dinheiro de caixa 2 pra violar a vontade popular é crime", escreveu Haddad no Twitter.