POLÍTICA
18/10/2018 14:28 -03 | Atualizado 18/10/2018 21:28 -03

Bolsonaro é liberado por médicos para debates; decisão será do candidato

Médicos dizem que colostomia representa "limitação relativa" e que decisão de participar dos confrontos é do candidato.

CARL DE SOUZA/AFP/Getty Images
Jair Bolsonaro disse que aguardava avaliação médica, mas admitiu faltar a debate por estratégia.

A equipe do hospital Albert Einstein que cuida da recuperação do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), que foi esfaqueado e passou por uma colostomia, divulgou nesta quinta-feira (18) uma nota na qual afirma que o capitão da reserva "apresenta boa evolução clínica".

"O candidato à presidência Jair Bolsonaro foi submetido, hoje, a avaliação médica multiprofissional, de exames de imagem e laboratoriais, que se mostraram estáveis. Apresenta boa evolução clínica e a avaliação nutricional evidenciou melhora da composição corpórea, mas ainda exigindo suporte nutricional e fisioterapia", diz a nota, assinada pelo cirurgião Antônio Luiz Macedo e pelo cardiologista Leandro Echenique.

"A colostomia apresenta boa evolução, mas ainda constitui uma limitação relativa", continua o texto.

Questionada sobre a liberação do paciente para ir aos debates, a assessoria de imprensa do Albert Einstein informou que esta é uma decisão de Bolsonaro.

Atualização: Bolsonaro diz que não vai aos debates

Na quarta-feira (17), após visita à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, o candidato disse que aguardava essa nova avaliação para decidir sobre sua participação nos debates, mas voltou a admitir que poderia faltar aos confrontos por estratégia. "Eu vou debater com um poste, um pau mandado do Lula? Tenha santa paciência", afirmou.

Os próximos debates previstos são o da Record, no domingo (21), e o da Globo, no dia 26.

Colostomia

A colostomia é um tipo de procedimento cirúrgico no qual o paciente tem parte de seu intestino grosso exteriorizado, em uma bolsa fixada ao corpo.

Na terça-feira (16), o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro, atribuiu a ausência do candidato nos debates aos efeitos da colostomia.

"Quer que eu fale em bom português? Um cara colostomizado peida, fede. No meio de um debate político, acha adequado isso?", disse o deputado.